Transmídia pode existir sem narrativa? Qual a função do autor nas histórias fragmentadas em meios digitais? A produção do fã em outras plataformas faz com que uma história seja transmidiática? Podemos considerar a cidade como plataforma narrativa? A série "Alice" (HBO Brasil) nos ajuda a entrar no espelho - da tela da TV - para entender as questões dessa convergência midiática que ao invés de trazer uma televisão que desaparece em meio ao ciberespaço, ressurge reconfigurada, remediada, trazendo novos processos de exibição e fruição com seus produtos remixados. Estamos diante de um fenômeno - transmidiação - que tem nos seus próprios objetos vetores reconfiguradores, o que é o caso desta série em estudo. Alice aciona uma situação de reconfiguração enquanto reclama flancos abertos na conceituação que Henry Jenkins faz ao longo de doze anos de publicações sobre o conceito de transmídia, que tentamos refletir nesta obra sobre uma televisão fluida, como o espelho da Alice de Lewis Carroll.
Do Outro Lado do Espelho - A Reconfiguração da Narrativa Transmidiática nas Mídias Digitais a Partir da Série Alice
Alan Mascarenhas
Marca de Fantasia
2014
257 páginas
8h 34m
ISBN-13: 9788567732213
Português Brasileiro
Edições (1)
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