Francamente, parece que a autora se perdeu um pouco na data em que criou sua história. Pelo que a mocinha Damaris fala e faz, e sobre o que os aldeões a sua volta pensam - ignorantes demais pra a época em que a história se passa - o século está errado, e a mimadinha ruiva meio-bruxa devia ter nascido lá por 1200!
Se estivesse ambientado no tempo e local certos, talvez eu não tivesse torcido o nariz para certos fatos narrados, e se eu me aprofundar neles, vira spoiler.
O começo é muito bom (quando a protagonista nasce), mas depois que a narrativa passa para a fase em que ela já é adulta, desanda a massa .Eu achei a moça muito estranha . Ela é mimada, temperamental, se acha superior aos outros porque conversa com pedras (!) e rejeita qualquer idéia do pobre pai que a quer ver casada. E é nessa que ela rejeita o Gavin, que é o mocinho Tudo de bom, sem nem se dar ao trabalho de ver a cara bonita dele.
Enquanto isso, um tio da Damaris, que era o antigo senhor do castelo em que ela mora , está se preparando para recuperar o que era seu.
Então o castelo em que ela mora é tomado pelo tio-monstro, o pai dela é assassinado pelo tio-monstro, ela fica refém do tio-monstro , os ajudantes do tio-monstro estupram e matam geral, etc, etc ...
E o que ela faz? Pede arrego! Quem vem ajudá-la a se livrar do tio-monstro ? O noivo rejeitado, o Gavin. Depois que ele poe ordem na casa, a songa-monga da Damaris vai pra Escócia atrás do tio malvado pra se vingar. E o mocinho e seus guerreiros vão que nem doidos salvar a chatonilda que se acha super-poderosa sem nunca haver lutado na vida! A tonta achava que ia matar um guerreiro como seu tio na maior moleza. O Gavin tem uma paciência!A essa altura eu já estava com vontade de atirar o livro longe. Nem as cenas hot empolgaram.
As estrelinhas vão só pelo Gavin e pelo início do livro, mais nada.