No que consiste a mentira? É lícito mentir? Existe alguma circunstância em que a mentira pode evitar um mal maior? Santo Agostinho examina essas questões à luz da filosofia e, como é comum ao seu pensamento, também no contexto teológico. Inicia este opúsculo com um vigoroso trabalho de definição, depois expõe uma classe tipológica de oito tipos de mentiras existentes, demonstrando a gravidade de cada uma delas, além de propor uma breve reflexão ética sobre a gravidade do ato de mentir. Escrito em 395, ano em que foi consagrado bispo de Hipona, este opúsculo é considerado obra da juventude de Agostinho, mas que ele mesmo acabou por incluir entre os seus mais importantes escritos, pois "contém muito do que é útil para o exercício da mente e ainda mais proveitoso para a moral, suscitando o amor pela verdade". Nessa tradução inédita, do latim para o português, Santo Agostinho ensina, portanto, que "não podemos seguir outra regra, a não ser a de que nunca devemos mentir". Porque "em qualquer um dos exemplos dos santos e de seus costumes, não podemos observar um exemplo sequer de mentira, forte o suficiente para o tomarmos como justa imitação, repetindo-o em nossas vidas. E isto se confirma com mais clareza nos textos sacros. Portanto, jamais devemos aceitar a mentira".
Sobre a Mentira (Ecclesiae de bolso #17) -
Santo Agostinho
Ecclesiae
2016
148 páginas
4h 56m
ISBN-13: 9788584910267
Português Brasileiro
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