Imprensa feminina e feminista no Brasil - Século XIX: dicionário ilustrado

    Constância Lima Duarte

    Autêntica
    2016
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9788582178447
    Português Brasileiro

    Imprensa feminina e feminista no Brasil traz para o leitor contemporâneo um grandioso painel onde ressurgem nada menos que 143 jornais e revistas que circularam no país ao longo do século XIX e que tinham a mulher como público-alvo. Surpreende a multiplicidade de títulos, a amplitude que alcançaram no território nacional e o fato de refletirem as polarizações então vigentes quanto ao papel da mulher na sociedade. Enquanto alguns se empenharam em acompanhar a transformação dos tempos e defenderam seu direito de frequentar escolas e espaços públicos, outros a queriam estacionada na ignorância e na dependência, reiterando a fragilidade e se limitando a falar de moda, filhos e culinária. Fruto de dedicada pesquisa sobre a história das mulheres e do movimento feminista no Brasil, o Dicionário apresenta uma cartografia que vai de norte a sul do país. Alimentado por fontes primárias raras ou de difícil acesso, cumpre com eficiência o papel de mapa e guia norteador de novas pesquisas, contribuindo para preencher lacunas acerca da história da mulher brasileira na busca por seus direitos e na construção de sua identidade.

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    Rayanne Lima picture
    Rayanne Lima17/04/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Livro muito interessante que mostra como o papel da imprensa e do jornalismo é importante na sociedade. Através dos jornais voltados para o público feminino o Brasil avançou nas ideias que hoje são senso comum, mas que no século XIX eram radicais e revolucionárias. O direito ao voto, direito de ter formação acadêmica, de ter uma profissão começaram nessas páginas. Ao falarem desses assuntos não apenas deu-se voz às mulheres, como as informaram que sim, era possível viver outra realidade, que as coisas já estavam mudando em outros lugares do mundo. Também é muito interessante ver como esses jornais foram imprescindíveis como porta de entrada de vários autores na literatura, como, por exemplo, Machado de Assis que aos 16 anos teve seu primeiro texto, um poema intitulado “Ela”, publicado no jornal A Marmota Fluminense em 12 de Janeiro de 1855.

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