"O dia seguinte foi o último."
O enredo do primeiro volume termina de forma crucial e claro que, eu, Ana, tenho a grave ou nem tão grave assim mania de desenvolver teorias do que vem por aí, as vezes acerto, as vezes não. Confesso para vocês que devido ao encerramento do primeiro livro que te deixa alucinadamente curiosa, fiz várias teorias, acertei algumas, outras não. E para ajudar, a autora postou um trecho do segundo volume na fanpage da duologia, e? Ana ficou desmaiada! HAHAHA. Diversas teorias sobre quem era a menina daquele quote me vieram a mente, e? Errei e errei bonito! Em A Luz da Redenção conhecemos novos personagens. A história se inicia de um jeito que gosto muito, a autora varia as cenas entre presente e passado o que nos proporciona encontrar muitas respostas ao decorrer da trama o que é ótimo pois nenhuma questão fica solta, tudo se encaixa e você se apaixona ainda mais pelo livro.
A história se passa no reino de Willford, no território da República dos Feiticeiros e em arredores. Albert Seres, o Rei de Willford era um jovem muito bondoso e apaixonou-se por Rosaria. Sim, ele é o Pai da nossa mocinha, Kaira. E, ele falece, com isso o segredo de Rosária é descoberto e utilizado em uma artimanha por seres desprezíveis. Tudo isso nos levando a uma aventura perigosa depois desse acontecimento, Rosária, a Rainha dos humanos era nada mais nada menos do que uma feiticeira! Como poderiam permitir que uma feiticeira governasse o reino dos humanos? Mas a guerra entre humanos e feiticeiros acaba do nada... ninguém sabe o que aconteceu: Onde está Rosaria? E os temidos Falcões Negros? Porém, depois de 15 anos, tudo começa novamente e a guerra explode ainda mais feroz do que antes. Ainda mais perigosa e cruel. Os Falcões Negros estão de volta com seu misterioso líder e tudo o que se conhece corre perigo. Kaira viu seu mudo desabar e conheceu o lado de sua vida que não sabia existir, agora? Cabe a ela ajudar a todos ao menos tentar.
O pessoal aqui do Blog sabe que tenho uma tendência a gostar muito de personagens problemáticos e eles me chamam a atenção de imediato, assim foi com o Capitão do Primeiro Esquadrão, ele me cativou desde o primeiro instante em que me deparei com ele na história e não me decepcionou! Um personagem com seus demônios pessoais que regeram sua vida do início ao fim, simplesmente encantada com Hawk Kyrie! Eu sei, eu sei! Sei que a maioria das pessoas que leu o primeiro volume não gosta dele, mas, gosto é gosto e ele me cativou desde de o início de tudo: Fazer o que? Risos. Nem mesmo no coração literário a gente manda, então... Sim, ele é, desde o início de tudo, um dos meus personagens preferidos. O meu queridinho! Preciso dizer que Vincent me conquistou também.
"Vá e sobreviva. A partir de agora é com você, Escreva a sua história."
Algo que foi muito gostoso de acompanhar foi a evolução da nossa mocinha, Kaira ela realmente amadurece muito nesse segundo volume e mostra o motivo real da posição a qual é destinada, me conquistou mais nesse segundo do que no primeiro. Deixou de ser teimosa e marrenta sem necessidade e destinou a sua teimosia e determinação ao que realmente importava: resolver a equação que decidiria o destino do povo a qual ela pertencia, fossem eles humanos ou feiticeiros.
É uma guerra sangrenta, dura, destrutiva. Com perdas para todos os lados, muitas mortes, mágoas, ressentimentos, desejo de vingança, traições, mentiras; uma trama bem construída e que te leva a um desfecho e tanto. Alianças improváveis são formadas, votos de confiança inimagináveis são concedidos, sentimentos despertados, necessidades de solucionar tudo e alcançar a paz. Mas quem disse que as coisas são fáceis? Depois do final caótico e completamente indecifrável de A Princesa Renegada o que encontramos em A Luz da Redenção é muito intenso, rápido, cheio de amarguras e dor, muita dor. E quando uma nova chance parece estar ao alcance das mãos de quem mais necessita? Quando parece que aquela será a sua redenção? As coisas viram de cabeça para baixo novamente e as perdas fazem com que um novo rumo seja traçado. Até onde você pode ir para se redimir? Até onde você conseguiria esconder o que fez para poder ajudar a quem você muito prejudicou em um passado não muito distante? Até onde o perdão oferecido para aqueles que resolverem unir as forças a você será realmente estendido? Até onde o seu lado vingativo vai? Até onde fala a razão e onde o sentimento toma conta e decide as coisas por você? São perguntas que o leitor vai se fazendo ao decorrer da trama e quem for ler vai compreender o motivo.
Tive que parar a leitura por um momento, eu me apego fácil a determinados personagens e as vezes, quando esses sofrem não consigo seguir a leitura na hora. Os olhos ficam turvos, a emoção dos personagens invade minha alma e eu realmente preciso parar e continuar depois. Isso aconteceu com esse livro, entendi a mensagem que a autora quis passar, aliás, uma mensagem muito importante de que quem mais sofre com a guerra são aqueles que culpa alguma tem, nem culpa e nem poder de escolha ou condições reais para lidar com ela. As consequências e situações podem ser muitas e mudar destinos bruscamente e para sempre. Ainda não superei o ocorrido, mas... compreendi.
" Então devemos apenas aceitar que em Willford e na República as pessoas pensam diferente? Não podemos fazer nada para mudar? Shan."
Não quero falar muito sobre a premissa, pois gosto de permitir que vocês surpreendam-se com o máximo possível do enredo. Mas, posso dizer que, o livro é reto, direto e a leitura é gostosa. Nada é fácil, a M.V. Garcia lhe prende do início ao fim dessa obra, ela passa mensagens muito importantes com esse livro. A leitura me proporcionou momentos que me tiraram sorrisos, que me arrancaram algumas lágrimas silenciosamente, que me fizeram torcer pra alguns, querer carregar outros no colo e desejar literalmente matar outros. Uma leitura que, ainda que seu enredo seja fantasioso e fictício traz belas mensagens reais embutidas. De fato, me pegou em alguns prontos, surpreendeu em outros, mas acima de tudo, sempre terei na lembrança o principais ensinamentos que a autora nos passa em sua obra, o de que é preciso perdoar para ser feliz. É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, pois muitas vezes, o amanhã não existe. E principalmente: O diferente pode coexistir e conviver bem um com o outro, basta querermos. Amizades, amores, a vida, são presentes que temos de valorizar e a empatia de se colocar no lugar do outro e entender que nem sempre tudo é o que parece é necessário.
Gostei do desfecho de cada personagem os quais mencionei na primeira resenhas com duas ressalvas risos. Confesso que o final do livro me causou aquela reação: Não, não, nãoooooooo! Mas, para descobrir o motivo? Só lendo... Ah, as últimas páginas... Ah, as últimas páginas....
Não posso falar sobre a parte física do livro por tê-lo lido na versão beta em e-book que foi gentilmente cedido pela autora para leitura. Mas posso dizer que a aparência do e-book estava muito bonita. Amei a capa e o fato dela trazer o Capitão lindamente estampado, adoro a ilustração feita pela própria autora.
" Ela desapareceu,meu filho disse Akiki,num sussurro que foi dito com muita dificuldade."
Bom, vou ficando por aqui. Indico a leitura para quem gosta do gênero fantástico e não se incomoda com o fato de ser uma leitura mais juvenil, todavia com um ótimo enredo, uma escrita fluida e cativante e que conta com muita criatividade.
Quero aproveitar para agradecer a M.V. Garcia pela oportunidade de ter sido beta nesta obra, agradecer pela confiança e também pelo fato de ela no mostrar a realidade de uma guerra: Não se tem muito tempo para sentir, você é obrigada a agir! Não se esqueçam disso e optarem por ler o livro e vocês entenderam determinados momentos. E não é porque as reações são rápidas que aquele ser não está sofrendo demasiadamente.
O bem e o o mal, a lua e o sol, a vida e a morte.
Bem, é isso! Me despeço desses personagens que adorei conhecer e dos quais não esquecerei.
Encontre a postagem completa da resenha no Blog Livros & Tal.
Resenhista Ana Luz.