Aventuras na História Nº 153 (Abril de 2016) - O Primeiro Jihadista da História

    não informado

    Caras S/A
    2016
    58 páginas
    1h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Nesta edição: # O primeiro Jihadista da história, Muhammad Ahmad, o clérigo sudanês que derrotou o Ocidente # O riacho do Ipiranga # Como era um navio negreiro # Nova York ilustrada # A Família Quilombola

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    R .08/04/2016Resenhou um livro
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    Eita! As notas de "História Hoje", sobre a Ilha de Páscoa, citam certo estudo americano de uma universidade de Nova York, que concluiu que os moais não foram os responsáveis pela degradação ambiental ocorrida na ilha. Esse estudo diz que nem houve colapso ambiental ou populacional e os Rapa Nui viviam em harmonia na ilha até a chegada dos europeus. Será verdade? Acho que essa pesquisa está mais para Prêmio IgNóbel. Acredito que os moais não foram um fator isolado, mas agravantes no contexto que atingiu a ilha, junto com disputas territoriais e desequilíbrio ambiental, como a maioria de outros estudos apontam. Daqui a pouco vão dizer que eles se moviam sozinhos sem precisar de um grande suporte de bens naturais, principalmente madeireiro. Ah, qual é! IgNóbel pra eles. Olha que interessante para quem curte "Os Miseráveis" de Victor Hugo (um de meus preferidos). A primeira edição francesa foi publicada em 03/04/1862 e os 7 mil exemplares disponíveis se esgotaram em um dia. Poxa! Desse ano não passa minha leitura em livros com o texto baseado nos originais, aquele calhamaço. Até hoje só li adaptações, mas já tenho em mãos os dois tomos da Martim Claret que vão me ajudar em meus objetivos. Jean Valgean é uma das figuras literárias mais impressionantes e o autor levou 17 anos para finalizar e publicar o romance. Observações na linha do tempo de Abril. "História Ilustrada" sobre os navios negreiros também está interessante. Sabemos que ocorreram coisas terríveis, mas tem detalhes que nem imaginamos. Por exemplo: para evitar suicídio de pessoas desesperadas que se atiravam ao mar, a tripulação escolhia alguns, amarrava, lançava aos tubarões e depois recolhia o corpo destroçado para instigar terror entre os escravos; em condições de economia de suprimento as crianças, velhos e doentes eram lançados ao mar; entre outras coisas abomináveis. O texto aponta também a origem de um ditado popular: "para inglês ver". Referia-se a um tratado em que o Brasil se comprometeu acabar com o tráfico negreiro (Lei Eusébio de Queiros, em 1850), mas era só uma formalidade e essa desgraça, na prática, teria se estendindo até próximo a abolição. A matéria de capa mostra que a tática de guerra jihadista vive se repetindo pelos séculos. Autoritária, opressora, suicida, com ideologia religiosa desfigurada, visando adeptos que estão ou se sentem à margem da sociedade. Isso aí é uma fórmula presente em vários meios, como a dos narcotraficantes. "A Filhas do Tsar" mostra os eventos que antecederam a chacina da família Romanov em 1918. Triste e apavorante. O fato em si foi muito cruel. Descobri duas coisas. O tsar Nicolau também tinha fama de sanguinário, com uma ação contra revoltosos em seu governo que vitimou e atingiu centenas. A outra refere-se a canonização dessa família na Igreja Ortodoxa Russa. Quanta coisa surreal e, principalmente, tensa e apavorante. Caramba! O estado que ficou a parede onde a família e mais uns criados foram fuzilados... Finalizando, a história real do grito da Independência do Brasil às margens do Ipiranga não é tão nobre e garbosa como a meticulosa pintura de Pedro Américo mostra. Tem uns detalhes curiosos, tipo, o D. Pedro estava com caganeira e vinha nas últimas no lombo de mulas... KKKKk! O momento é importante, mas também que é engraçado isso é.

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