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    Veneza -

    Jan Morris

    Tinta da China
    2009
    440 páginas
    14h 40m
    ISBN-13: 9789896710002
    Português
    5
    3 avaliações
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    Jan Morris é hoje o nome mais importante de entre os autores vivos de literatura de viagens. Nas palavras de Paul Theroux, outro dos grandes escritores viajantes do nosso tempo, é "um dos maiores escritores descritivos da língua inglesa". De hoje e de sempre, depreende-se. Por isso ele lhe chama também "um gênio da viagem". O livro é já um clássico. Publicado originalmente há meio século, é muitas vezes referido como o livro sobre Veneza. Nele, Jan Morris entrelaça o H grande da História com um apuradíssimo sentido de observação para o h pequeno das histórias do quotidiano. É assim - para dar apenas um exemplo, que ficamos a saber porque há tantos gatos e porque deixou de haver cavalos em Veneza. A autora, que publicou pela primeira vez este livro, em 1960, ainda com o nome de James Morris e cuja mudança de sexo na década seguinte acrescentou notoriedade à sua já famosa carreira jornalística, é uma figura extraordinária também por razões biográficas. É numa permanente inquietação da viagem que Jan Morris, percorrendo o mundo para o interpretar, tenta revelar o enigma dos lugares que visita tal como se propõe desvendar o seu próprio enigma interior. "Por vezes, rio abaixo, quase penso que o consigo; mas então a luz muda, o vento vira, uma nuvem atravessa-se à frente do sol e o significado de tudo isto volta uma vez mais a escapar-me."

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    Vicente Cortez picture
    Vicente Cortez02/01/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Não é mais um guia de viagens

    Veneza de Jan Morris não é um guia de viagens, ao contrário, é uma viagem ao coração de Veneza. A autora faz observações aguçadas sobre a cidade, arquitetura, cotidiano ao mesmo tempo que conta toda a história da cidade, desde a sua fundação. Livro delicioso que merecia uma edição brasileira.

    4 curtidas

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    James Humphrey Morris profile picture

    James Humphrey Morris

    Jan Morris recebeu ao nascer, em 1926, na pequena cidade inglesa de Clevedon, o nome de James Humphrey Morris. Apesar da identidade masculina, percebeu «aos três, talvez quatro anos», que tinha nascido «no corpo errado». Estudou história em Oxford e aos 17 anos ingressou, como voluntário, no Exército inglês. Mais tarde foi integrado no 9.º Regimento de Lanceiros, célebre pelo seu caráter de clube seleto entre a elite militar britânica. Foi como oficial do Exército que conheceu Veneza, imediatamente após a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Depois de deixar a vida militar integrou a redação do jornal «The Times». Nessas funções, acompanhou a primeira expedição britânica a alcançar o topo do Evereste, em 1953. Mais tarde, Jan Morris diria que a experiência enquanto jornalista «arruinou para sempre» qualquer possibilidade de vir a escrever ficção. Apesar disso, publicou dois romances e uma coletânea de contos. Publicou o primeiro livro, na sequência de uma visita aos Estados Unidos da América, em 1956. Daí em diante, escreveu relatos de viagens, livros de história e ensaios. No início dos anos 60 iniciou um tratamento hormonal, num longo período de transição do sexo masculino para o sexo feminino. Essa transição seria concluída em 1972, com uma operação cirúrgica, em Marrocos. A partir de então, James Morris passou a usar o nome de Jan Morris. Continuou, no entanto, a viver na companhia de Elizabeth Tuckiness, com quem se tinha casado em 1949 e de quem teve cinco filhos. Filha de pai galês e de mãe inglesa, Morris vive no País de Gales, sendo adepta do nacionalismo republicano galês. Foi distinguida com o doutoramento «honoris causa» por duas universidades galesas, a de Gales e a de Glamorgan. Em 2008, o «The Times» incluiu-a entre os 15 maiores escritores britânicos do pós-guerra. - info

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    Somerset, Inglaterra

    James Humphrey Morris