Eneida de Villas Boas Costa de Moraes
Era jornalista, escritora, militante política e pesquisadora brasileira. Porque era filha de um comandante de navios, desde pequena era apaixonada pelos rios e pela Amazônia. Quando criança, obteve o primeiro lugar em um concurso literário para Jovens Escritores com um texto que falava do imaginário de um caboclo amazônida.
Durante as décadas de 1920 e 1930, escreveu para os jornais O Estado do Pará e Para Todos (RJ) e nas revistas Guajarina, A Semana e Belém Nova, todas em sua terra natal. Aos dezesseis anos, entrou para a Faculdade de Odontologia, graduando-se em 1921 e casando-se nesse mesmo ano. Em 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro e filiou-se ao Partido Comunista do Brasil. Eneida liderou greves e manifestações populares contra o governo federal e o sistema capitalista, que, no seu modo de ver, tentavam oprimir o povo. Fez parte das revoluções dos anos de 1932 e 1935 e por isso foi presa inúmeras vezes durante. Foi torturada e viveu clandestinamente até ser exilada. Conheceu na prisão Olga Benário e Graciliano Ramos, que falou sobre ela no livro “Memórias do Cárcere”. Seu livro História do Carnaval Carioca é considerado pioneiro no assunto. Foi Eneida quem criou o Baile do Pierrô no Rio e em Belém.