Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas0
    • Leitores4
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Boca incompleta - António Ramos Rosa

    António Ramos Rosa

    Arcádia
    1977
    102 páginas
    3h 24m
    ISBN-1: 0
    Português
    3
    1 avaliação
    Leram1Lendo1Querem2Relendo0Abandonos0Resenhas0
    Favoritos0Desejados2Avaliaram1

    "Boca incompleta" é um livro de poemas de António Ramos Rosa lançado em 1977 ------------------------------------------------ AS PALAVRAS NO CENTRO VAZIO Deixa as palavras caírem sobre o chão vazias Talvez uma forma silenciosa se liberte talvez um gesto em chamas se levante O pudor do toque sobre a página uma colina uma porosa lâmpada onde nada se passa a não ser talvez a língua que se acende áspera e verde sobre a sombra sobre o vento Talvez o corpo se liberte das mandibulas dos insectos talvez um olho brilhe nas palavras entre as pedras Deixa as palavras caírem sobre o muro talvez elas caminhem para a única forma de silêncio verde Talvez elas repousem no espaço Talvez melhor do que o silêncio nesta folha digam o que o silêncio quer dizer Deixa as palavras caírem sobre o centro vazio Talvez só a pálpebra de uma sombra ou um leve movimento da folhagem seja o breve sinal de ser ou de não ser Talvez o corpo se erga da sombra e do vazio da página cheio do silêncio da sua própria forma no simples esplendor do seu nascer Deixa as palavras caminharem na sombra em busca da sua própria boca ávidas do corpo entreaberto trémulas como as folhas de uma árvore Talvez nada se passe ou quase nada e isso seja o todo do que é que nunca é A dança quase imóvel a palavra à beira do seu ser o princípio de desejo que não cessa a chama do corpo nas palavras Ou a chama do silêncio entre as palavras que dizem e não dizem o que são O corpo livre enfim no seu começo tudo o que no silêncio nasce e morre sem cessar Talvez renasça no poema Talvez recomece por nunca ser senão pelo desejo de um quase nada que é todo o seu ser

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Estatísticas

    Avaliações

    3 / 1
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas100%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    António Ramos Rosa profile picture

    António Ramos Rosa

    António Ramos Rosa estudou em Faro, não tendo acabado o ensino secundário por questões de saúde[1] . Em 1958 publica no jornal «A Voz de Loulé» o poema "Os dias, sem matéria". No mesmo ano sai o seu primeiro livro «O Grito Claro», n.º 1 da colecção de poesia «A Palavra», editada em Faro e dirigida pelo seu amigo e também poeta Casimiro de Brito. Ainda nesse ano inicia a publicação da revista «Cadernos do Meio-Dia», que em 1960 encerra a edição por ordem da polícia política. Foi um dos fundadores da revista de poesia Árvore[2] existente entre 1951 e 1953.

    53 Livros
    4 Seguidores
    Faro, Portugal

    António Ramos Rosa