Por André Dellamanha - É engraçada a importância que uma gravadora pode ter para a carreira de uma banda. A primeira frase desta introdução chega a ser ridícula de tão óbvia, mas ridículo também é a capacidade que certos "profissionais" destas empresas de materiais recicláveis têm em querer acabar com o nome de artistas do seu próprio cast. Quando uma das maiores bandas do mundo perde um importante membro de sua formação original, ainda mais quando este membro é um vocalista, é necessário que ela dê início a uma batalha tão grande quanto a luta do começo de carreira. Porém, quando esta mesma banda perde o apoio de sua gravadora ao mesmo tempo, as coisas podem ser bem piores. Foi exatamente isto que aconteceu com o Sepultura, no final de 1996, quando Max Cavalera deixou a banda, em meio à turnê do Roots, causando o cancelamento de shows na Austrália e no Japão. A partir daí, o Sepultura viu que, se quisesse continuar, teria que ser sozinho. Como sempre foi característico da banda, iniciaram um árduo trabalho em músicas novas, selecionaram Derrick Green para o posto de novo frontman, e mostraram a típica e forte personalidade da banda mais uma vez. Após quatro anos sem o apoio da Roadrunner internacional, que desrespeitou-os sempre que pode depois da saída de Max (como quando lançou o álbum ao vivo Under A Pale Grey Sky, contra a vontade da banda, entre outras coisas), o Sepultura está de volta, com o excelente Roorback, com apoio de gravadoras internacionais e nacionais, e voltando a fazer barulho incansavelmente no mundo inteiro, no caminho certo para voltar ao topo, de onde nunca deveria ter saído. Sepultura do Brasil!
Roadie Crew #58 - Sepultura do Brasil!!!
não informado
Roadie Crew
2003
84 páginas
2h 48m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
Edições (1)
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