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    Os meninos da rua Paulo -

    Ferenc Molnár

    Cosac Naify
    2005
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 8575034316
    Português Brasileiro
    4.2
    5331 avaliações
    Leram8433Lendo396Querem4232Relendo14Abandonos197Resenhas442
    Favoritos630Desejados4232Avaliaram5331

    Com mais de um milhão de leitores e oitocentas reimpressões só no Brasil, Os meninos da rua Paulo é o clássico por excelência; pelo caráter universal e pela alta qualidade literária, mantém-se capaz de atingir um vasto público ao longo de décadas. A história dos garotos que defendem o sagrado grund, um pedaço de terra que serve de palco para as brincadeiras, projetou o húngaro Ferenc Molnár na literatura mundial, tornou-se um best-seller e inspirou cineastas por todo o mundo - das adaptações para o cinema, a mais conhecida é de Zóltan Fábri (1969). Está para nascer uma geração que não se identifique com o espírito de amizade e união presente no livro. Os garotos da Sociedade do Betume tinham duas importantes tarefas: manter o betume - símbolo da sociedade - sempre molhado, por meio da mastigação, e defender o grund, quartel general onde jogavam péla. Eis que os camisas-vermelhas, desterrados e, consequentemente, impedidos de jogar péla, declaram guerra à Sociedade e decidem tomar-lhe o grund. Do líder Boka ao soldado raso Nemcsek, a Sociedade do Betume se organiza para a grande batalha de Budapeste do começo do século. O que era brincadeira de criança transformou-se num belo retrato da infância. A tradução brasileira é assinada pelo escritor, tradutor e dicionarista Paulo Rónai, grande divulgador da literatura húngara no Brasil. Rónai chegou no Rio de Janeiro em 1941, fugido da guerra, e logo ganhou destaque no meio intelectual brasileiro. Apresentou diversas obras húngaras ao leitor brasileiro, como Os meninos da rua Paulo, traduzido em 1952. E clássicos da literatura universal, como A comédia humana, de Balzac, além de traduzir Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, para o francês. Esta nova edição traz um posfácio e notas do poeta e tradutor de origem húngara Nelson Ascher. Em suas palavras, Os meninos da rua Paulo "lembra-nos de uma verdade tão central como óbvia: que, nas horas e situações decisivas de suas vidas, os jovens querem mesmo é estar uns com os outros. [...] É entre eles que se firma os vínculos mais vitais e se trocam as emoções mais profundas".

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    Resenhas (442)Ver mais
    Rafael Augusto Alves picture
    Rafael Augusto Alves26/02/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Que livrinho bonito!

    Sinto muito não ter lido em minha infância ou juventude pois é um livro repleto de ensinamentos éticos e de caráter elevado. Fico pensando que talvez eu seja um robô, como vi uma booktuber falando, pois não fui capaz de chorar, mas sem dúvida é um livro que vai ficar para sempre em minha memória justamente por tratar de assuntos tão sérios se transferidos a vida adulta, mas de uma maneira lúdica como era a vida daqueles meninos húngaros. Na real ele me pareceu uma bela descrição do que realmente importa em nossas vidas.

    115 curtidas

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    Ferenc Molnár profile picture

    Ferenc Molnár

    Ferenc Neumann nasceu na Hungria, em 1878, em uma família judia de classe média. Conforme as leis do Império Austro-Húngaro, que pretendiam aclimatar a população judaica na sociedade, teve seu sobrenome traduzido para o magiar, o idioma húngaro. Assim, Neumann transformou-se em Molnár, "moleiro". Aos vinte anos já publicava contos e romances, e teve diversas peças de teatro encenadas em toda a Europa. Entre suas principais obras estão a peça Lilion (1909), adaptada para o cinema por Fritz Lang em 1933, e Os meninos da rua Paulo, levado às telas três vezes: em 1929, num filme mudo de Béla Balogh; em 1969, com Essa rua é nossa, de Zóltan Fábri; e em 2003, num filme para a TV italiana de Maurizio Zaccaro. A ascensão do nazismo obrigou Molnár a se exilar nos Estados Unidos, em 1939. Morreu em Nova York, em 1952, sem ter voltado à Europa. Escreveu a peça de teatro Egy, kettö, három que foi adaptada para o cinema em 1961 por Billy Wilder (One, Two, Three).

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    36 Seguidores

    Ferenc Molnár