Revoltas Escravas -

    João Pedro Marques

    Guerra & Paz
    2006
    231 páginas
    7h 42m
    ISBN-13: 9789898014191
    Português

    Terão os escravos africanos sido os primeiros anti-escravistas do mundo colonial moderno? Terá sido a sua resistência a causa principal do fim da escravidão? Terão as leis abolicionistas que os países ocidentais aprovaram a partir de finais do século XVIII sido apenas o capítulo final - e nem sequer o mais importante - da épica luta anti-escravista mantida pelas populações escravas ao longo de séculos? Este livro mostra que a maioria das grandes revoltas, até finais do século XVIII, não tinham como objectivo a erradicação da escravidão. Visavam apenas a liberdade individual ou de grupo, acabando por recriar estruturas que comportavam a escravização de mestiços e negros de outras etnias. Só a partir de finais do século XVIII revolta e anti-escravismo começam a fazer parte de uma mesma equação. Com excepção do Haiti, as abolições resultaram sobretudo da "ilustrada vontade dos senhores" e o papel desempenhado pelos escravos não foi, geralmente, insurreccional ou apocalíptico. Foi, isso sim, um papel de contenção ou de luta voluntariamente limitada, em busca de uma sintonia com o movimento abolicionista que cedo intuíram e procuraram integrar.

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