O que é Serviço Social -

    Ana Maria R. Estevão

    Brasiliense
    1984
    69 páginas
    2h 18m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Livro que integra a famosa coleção Primeiros Passos da editora Brasiliense

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    Janderson Santos18/06/2015Resenhou um livro
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    A INCÓGNITA DO SERVIÇO SOCIAL

    Assistente social e professora livre-docente aposentada da Unesp, atualmente, Ana Maria Ramos Estevão é professora adjunta do Curso de Serviço Social da Unifesp, Campus Baixada Santista. Coordenou o Curso de Serviço Social do Centro Universitário da Fundação Educacional da Guaxupé-MG. Obteve graduação em Serviço Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social, mestrado e doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pós-doutorado pela Universidade de Évora (Portugal). Sua experiência profissional como assiste social abrange as áreas da Saúde Pública, Comunidade e Movimentos Sociais. Suas pesquisas e publicações abordam temáticas como os fundamentos do Serviço Social, educação, poder local, conselhos, políticas públicas e assistência social. A autora, na presente obra (O que é serviço social), evitando um conteúdo muito metodológica, nos propõe uma leitura mais fácil e didática, propiciando uma maior compreensão. Apesar dos sete capítulos, o livro é pequeno, 71 páginas, e apenas quatro capítulos essencialmente de conteúdo. E preocupada em fornecer conteúdos mais completos, ela indica, no término do seu livro, outros autores considerados bases de estrutura para o Serviço Social e sua abrangência em diversos panoramas. Devido à dificuldade em descrever o que é Serviço Social, a utilidade do assistente social e como ele se realiza ou se fazemos Assistência Social ou Serviço Social, a autora diz que a questão certa não é perguntar o que é Serviço Social. Mas sim, analisar o que fazem e pensam os assistentes sociais, contando um pouco da sua história e mostrar que o Serviço Social tem pai e mãe. Ela inicia discorrendo sobre os fatores que deram início ao Serviço Social, abordando a relação com a sociedade capitalista, a questão do lucro, e a preocupação da burguesia com a parte da população desprovida que poderiam criar problemas sociais e políticos à classe recém chegada ao poder. A relação do Estado, na área política, e a Igreja, no aspecto social, a questão do assistencialismo, da ideia de caridade que dará à população a imagem do profissional como aquela pessoa, essencialmente feminina e piedosa, que o governo paga para socorrer e ter dó dos pobres. Ana Maria destaca três vertentes que serviram não apenas de fundamentação do trabalho, mas sua institucionalização, legitimação como prática profissional e mudança do segmento religioso pelo científico como explicação de mundo. O Serviço Social passou de casos individuais, que exigiam muito tempo e paciência, para o Serviço Social de grupo, que possuía certa dinâmica e oferecia resultados práticos, e por último o Serviço Social de Comunidade onde, com os esforços dos grupos e das populações locais, o governo aplica medidas para promover a melhoria das condições econômicas, sociais e culturais das comunidades. Este último desenvolvimento se tornou um método privativo do Serviço Social. Além da luta, posteriormente, por um Serviço Social com feições próprias, com métodos e técnicas mais de acordo com nossa realidade. A noção de pobre e de pobreza, desajuste, doença social, permeou por muito tempo a prática do Serviço Social. Diz a autora que não trabalhamos por que queremos resolver os problemas do mundo, porque temos dó dos pobres ou por termos vocação para o sofrimento. O Serviço Social é uma prática profissional, de nível universitário, inserido na divisão social do trabalho como qualquer outra profissão. A autora, ao tentar nos dizer o que é o Serviço Social, na verdade faz um arcabouço histórico da profissão, de forma mais simples e amalgamada, tentando resolver a questão que outros já tentaram; definir o que é o Serviço Social. Acredito que, devido à sua experiência e empatia com muitos dos “profissionais que acreditam na profissão, mas possuem uma certa consciência infeliz por não saberem exatamente o que fazer com ela”, ela tenha resolvido, na base de seu conhecimento bibliográfico, nos dizer, assim como outros autores, como iniciou, como deu suas mudanças, como se estabeleceu e, principalmente, desmistificar a visão estereotipada da profissão. Em um primeiro momento, a obra pode ser interessante para qualquer estudante que esteja iniciando ou que irá iniciar no curso de Serviço Social. Pois, já pode dar-lhe uma tênue noção do que irá estudar posteriormente e não iniciar no curso totalmente às cegas. Também pode ser conveniente usar a obra com grupos, comunidades, e estudantes de cursos diferentes ou interesses próprios onde se tente esclarecer mais sobre a profissão sem adentrar em um material muito metodológico e, consequentemente, extenso.

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