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    As Farpas (11 vols.) - Crónica mensal da política, das letras e dos costumes

    Eça de Queiroz

    [Lisboa] David Corazzi – Editor / Companhia Nacional Editora
    1887
    3200 páginas
    4d 10h 40m
    ISBN-13: 9789728818401
    Português
    4.5
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    As Farpas / Ramalho Ortigão – Eça de Queiroz David Corazzi – Editor (até ao vol. VI) e Companhia Nacional Editora (do vol. VII em diante). Lisboa. 1887-1890, 1890-1891. tomo I – A Vida Provincial: A Paizagem – Os Campos – As Praias – Os Monumentos tomo II – As Epistolas tomo III – Os Individuos tomo IV – O Parlamentarismo tomo V – A Religião e a Arte tomo VI – A Sociedade tomo VII – A Capital tomo VIII – Os Nossos Filhos: Instrucção Publica tomo IX – O Movimento Litterario e Artistico tomos X e XI – Aspectos Varios: Da Sociedade, da Politica, da Administração tomo I e II – Uma Campanha Alegre Edição original em forma de volumes temáticos, muito ampliada em relação à primeira e acrescentada de “Uma Campanha Alegre”.

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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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