Décimo-primeiro volume da série James Bond. O primeiro livro que li com esse personagem foi uma supresa para mim, pois não há nada da agilidade e leveza dos filmes antigos em que a ação era o gênero principal. A coleção de livros é justamente o contrário, seguindo a tradição do gênero Espionagem, a ênfase é no conflito interno do protagonista e a sensação eminente de catástrofe. Em A Serviço Secreto de Sua Majestade, Bond está no limite de sua capacidade, exausto e depressivo e cogitando deixar a agência. A história em torno da nova ameaça da Spectre, mas é para a presença de Tracy que o foco se desloca. Dentro das devidas proporções referentes a história e a época, Tracy se mostra como a típica mulher dos anos sessenta na mídia, com atitudes despojadas e um certo deslocamento que a impede de se conectar. Ao entrar em contato com alguém de similar atitude, temos um relacionamento quase simbiótico a despeito da rápida conclusão. É uma boa história, mas a diferença de estilos entre a narrativa de Flaming e a do cinema pode terminar alienando alguns leitores.



