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    Pureza -

    Jonathan Franzen

    Companhia das Letras
    2016
    616 páginas
    20h 32m
    ISBN-13: 9788535927221
    Português Brasileiro
    3.9
    73 avaliações
    Leram104Lendo11Querem244Relendo1Abandonos7Resenhas12
    Favoritos6Desejados244Avaliaram73

    A jovem Pip Tyler não sabe quem é. Ela sabe que seu nome verdadeiro é Purity, que está atolada em dívidas, que está dividindo um apartamento com anarquistas e que a sua relação com a mãe vai de mal a pior. Coisas que ela não sabe: quem é seu pai, por que a mãe a força a uma vida reclusa, por que tem um nome inventado e como ela vai fazer para levar uma vida normal. Um breve encontro com um ativista alemão leva Pip a América do Sul para um estágio numa organização que contrabandeia segredos do mundo inteiro inclusive sobre sua misteriosa origem. Pureza é uma história sobre idealismo juvenil, lealdade e assassinato. O mais ousado e profundo trabalho de um dos grandes romancistas de nosso tempo.

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    Resenhas (12)Ver mais
    Luciane Gunji picture
    Luciane Gunji26/07/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A minha primeira surpresa (e ela só apareceu quando estava na metade do livro) foi descobrir que Jonathan Franzen é um escritor renomado, sendo considerado um dos maiores romancistas e novelistas dos tempos atuais. Quem vê Pureza na estante das livrarias, se assusta com sua quantidade de páginas, afinal, o que essa obra tem de tão bom para compensar cada uma das páginas? Bom, ao terminar esse livro de Franzen, tive o mesmo pensamento quando li Dostoiévski (me perdoem a comparação, caso isso tenha lhe ofendido): “eu sabia que tinha algo aqui”. E, como vocês já devem ter percebido, me surpreendi muito. A capa, como sempre, me enganou. Toda aquela sensação de tranquilidade foi embora nas primeiras páginas, ao conhecer Purity Tyler ou, para os mais conhecidos, Pip. Gente como a gente, Pip é uma jovem americana com a vida decadente: não conhece o pai, tem um emprego ruim, está atolada em dívidas e ainda tem uma relação péssima com sua mãe, que sempre escondeu seu nome verdadeiro e a origem da filha. São problemas mais comuns do que você imagina, exceto pelo fato de Pip ter a oportunidade de descobrir sobre sua história, caso aceite estagiar em uma organização que faz contrabando de informações sigilosas. Você teria coragem? Poucos capítulos dividem Pureza, mas as pequenas pausas que encontramos na obra de Franzen são perfeitas para entendermos a capacidade do ser humano e qual seu limite. Muito distante do seu nome, o livro de Franzen entrelaça a vida de diversos personagens que não têm nada de “puros”: são pessoas que escondem as coisas, mesmo que estejamos vivendo em tempos onde a informação é transmitida com muita rapidez. Com o passar da leitura, o leitor chega a imaginar que está envolvido na história de vários personagens quando, na verdade, está entretido em uma rede de mentiras. No fim, nem dá para acreditar no desfecho, que não é tão surpreendente, mas que merece um reconhecimento. Diferentemente da única resenha encontrada no Skoob (muito bem escrita por sinal), não tenho repertório para convencer os leitores se vale a pena embarcar em Pureza. Gostei muito da forma que Franzen transita entre a infância e o futuro dos personagens, sem ter medo de mostrar a força dos diálogos e o poder das palavras. Além disso, eu adoro quando vejo uma obra ser tão atual quanto ao seu contexto, fazendo com que não nos preocupemos em imaginar uma época que não vivemos. Deixo registrado aqui a minha completa satisfação em ter escolhido esse livro do catálogo e ainda ter sido uma das poucas pessoas a resenhá-la. Parabéns à Companhia das Letras pela escolha (sem puxa-saquismo, eu juro).

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 73
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Jonathan Franzen profile picture

    Jonathan Franzen

    Jonathan Franzen é um romancista e ensaísta norte-americano. Seu terceiro romance, <i>The Corrections</i> (2001), chamou a atenção da crítica, vencendo o National Book Award e tornando-se finalista do Prêmio Pulitzer de Ficção. Ele é conhecido por seu ensaio "<i>Um Sonho Por Acaso</i>", lamentando o estado da literatura, e por várias controvérsias, incluindo sua declaração de outubro de 2010 ao The Guardian que "a América é quase um estado pária ". Franzen escreve para The New Yorker Magazine. Seu romance mais recente, <i>Liberdade</i>, foi publicado em agosto de 2010.

    48 Livros
    67 Seguidores
    Illinois, EUA

    Jonathan Franzen