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    Clínica da Pulsão - As impulsões

    Diana S. Rabinovich

    Companhia de Freud
    2004
    103 páginas
    3h 26m
    ISBN-13: 9788585717773
    Português Brasileiro
    4.7
    3 avaliações
    Leram7Lendo0Querem13Relendo0Abandonos0Resenhas2
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    Começaremos hoje com o caso. Não se trata de uma paciente que sofre uma neurose grave, mas, a meu juízo, de alguém a quem não é fácil analisar. Nem sempre a gravidade e a dificuldade analítica são solidárias. Esta forma de apresentação, que é relativamente freqüente, cria nos analistas, ao menos em minha experiência, certa sensação de impotência e de impaciência. Não se deve confundir esses sentimentos com a impossibilidade lógica de uma análise, porque só podemos falar de inanalisabilidade quando nos encontramos um obstáculo no nível lógico, não quando encontramos um obstáculo no nível da impotência ou da impaciência.

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    Dara Fernandes picture
    Dara Fernandes10/07/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Elaborações da clínica contemporânea

    Diana Rabinovich é uma renomada psicanalista argentina que foi responsável pela tradução de diversos seminários do Lacan para o espanhol. É, além disso, professora titular da Universidade de Buenos Aires, sendo reconhecida internacionalmente. O livro é a transcrição de um seminário em que Rabinovich traz novas elaborações acerca de sua experiência clínica, introduzindo a noção de "patologia do ato" a qual afasta-se da noção de acting out e se aproxima da passagem ao ato, ou seja, há um distanciamento de um ato associado a um encadeamento simbólico e um estreitamento em direção ao real. Traz então, duas descrições clínicas da forma com que a pulsão se apresenta na clínica contemporânea. 1. A posição 'caracteropática', que se refere a uma posição egóica a nível do eu ideal assumida pelo analisando, que tenta, a partir de seu personagem, consistir o Outro por meio de uma generosidade oral, que consiste em dar-se como pasto de devoração do Outro; 2. E as 'impulsões', as quais não se aproximam das compulsões morais observadas na época de Freud que se caracterizavam por um mandato superegóico atrelado ao ideal do eu, e sim algo que se avizinha da compulsão a repetição e, portanto, da pulsão de morte e do real, conforme apontado por Freud e posteriormente por Lacan. Trata-se, portanto, de um empuxo que toca a articulação entre o fantasma e a pulsão pelo lado de uma alienação própria do autoerotismo, extrapolando a organização fálica do sujeito. Com a base que atualmente possuo, tratou-se de um escrito denso e de uma leitura complexa, mas que acrescentou profundamente tanto no que toca o conhecimento de novas noções, quanto para me suscitar ainda mais o desejo de estudar, ler e aprender sobre o assunto.

    5 curtidas

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