Diana Rabinovich é uma renomada psicanalista argentina que foi responsável pela tradução de diversos seminários do Lacan para o espanhol. É, além disso, professora titular da Universidade de Buenos Aires, sendo reconhecida internacionalmente.
O livro é a transcrição de um seminário em que Rabinovich traz novas elaborações acerca de sua experiência clínica, introduzindo a noção de "patologia do ato" a qual afasta-se da noção de acting out e se aproxima da passagem ao ato, ou seja, há um distanciamento de um ato associado a um encadeamento simbólico e um estreitamento em direção ao real.
Traz então, duas descrições clínicas da forma com que a pulsão se apresenta na clínica contemporânea.
1. A posição 'caracteropática', que se refere a uma posição egóica a nível do eu ideal assumida pelo analisando, que tenta, a partir de seu personagem, consistir o Outro por meio de uma generosidade oral, que consiste em dar-se como pasto de devoração do Outro;
2. E as 'impulsões', as quais não se aproximam das compulsões morais observadas na época de Freud que se caracterizavam por um mandato superegóico atrelado ao ideal do eu, e sim algo que se avizinha da compulsão a repetição e, portanto, da pulsão de morte e do real, conforme apontado por Freud e posteriormente por Lacan. Trata-se, portanto, de um empuxo que toca a articulação entre o fantasma e a pulsão pelo lado de uma alienação própria do autoerotismo, extrapolando a organização fálica do sujeito.
Com a base que atualmente possuo, tratou-se de um escrito denso e de uma leitura complexa, mas que acrescentou profundamente tanto no que toca o conhecimento de novas noções, quanto para me suscitar ainda mais o desejo de estudar, ler e aprender sobre o assunto.