Um dos maiores escritores da segunda metade do século XX, o irlandês Samuel Beckett recebeu o Nobel de Literatura em 1969 e ficou para sempre lembrado pela peça Esperando Godot. No entanto, o ponto alto de sua obra está em narrativas como Malone morre (1951), segundo livro da trilogia composta ainda por Murphy e O inominável. Trata-se quase de literatura abstrata: sem enredo, trama, personagens. No livro, um homem muito velho está preso, nu e inválido, a uma cama do que parece ser um hospital. Toma uma sopa diária e escreve a lápis, num caderno, uma espécie de diário em que mistura pensamentos e histórias sem sentido de pessoas que talvez possam ter sido ele mesmo, não se sabe. Como é comum em Beckett, observa-se e reflete-se sobre o quase nada da vida, tratada com humor sinistro, como se fosse um acúmulo de banalidades fúteis, do qual pouco sobra na memória dos narradores beckettianos - doentes, velhos, mendigos, palhaços. Vinicius Torres Freire Colunista da Folha
Malone Morre (Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura #16) -
Samuel Beckett
Folha de S. Paulo
2016
128 páginas
4h 16m
ISBN-13: 9788579492853
Português Brasileiro
Resenhas (23)Ver mais
Estatísticas
Avaliações
3.8 / 280- 5 estrelas30%
- 4 estrelas26%
- 3 estrelas31%
- 2 estrelas10%
- 1 estrelas4%



