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    Tempo de poesia - Intertextualidade, heteronímia e inventário poético em Milton Rezende

    Maria José Rezende Campos

    Penalux
    2015
    194 páginas
    6h 28m
    ISBN-13: 9788569033592
    Português Brasileiro
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    "Maria José, engenheira da palavra, foi em busca da poesia de Milton Rezende e fez um trabalho de levantamento exaustivo dos núcleos constantes de toda a sua obra. Até chegar ao que ela denomina em seu texto de núcleo sutil de erotismo. Até chegar a este estupendo poema de Milton Rezende, intitulado MARIA O céu desaba sobre mim com sua cara de fogo e nuvens de cores, num movimento frenético no compasso do amor. Quando terminarmos e o sol e a lua e as estrelas forem embora nas alturas, eu voltarei a ser noite ou terei incorporado luzes suficientes para esperar até a próxima vez?! “Este poema é outro exemplo do núcleo denominado “erotismo sutil” e gira em torno do re/encontro e sua fugacidade. Intervalos de luz e de sombras em que o poeta se questiona sobre o vazio ou o preenchimento, o vácuo ou a plenitude do amor”. Maria José chegou perto e arriscou sua interpretação. Chegar até um poema como este, chegar perto do fogo que é este poema, é correr todo o risco de se queimar ao contato com o que ele diz. Porque o poema não diz a melancolia, não permanece no impasse, não escreve a impossibilidade geradora de paralisia. O poema abre-se à fronteira do imprevisível humano. O poema não constata: “E eu voltarei a ser noite.” O poema pergunta sobre as condições de possibilidade de o amor ter deixado marcas luminosas como vagalumes. Que sinalizam o caminho da espera. A espera é tudo no amor. Uma arte para poucos. E o poema de Milton Rezende é uma espécie de suma preciosa desta arte para poucos. Poucos esperam pelo tempo em sua vinda, pelo que demora. O poema de Milton Rezende demora na pergunta. Com a delicadeza de quem foi marcado pela luminosidade que os corpos produzem quando se atraem. O poema habita o intervalo. E se move e diz de novo o retorno do amor na instabilidade de um talvez". Luiz Fernando Medeiros

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