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    Favos de luz -

    João Nunes Maia

    Editora Espírita Cristã Fonte Viva
    1995
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 8586424862
    Português Brasileiro
    2.5
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    Sinopse: Nascido de diálogos realizados na casa de João Nunes Maia, em reuniões semanais. São 325 perguntas acerca da Doutrina Espírita, respondidas por Miramez com simplicidade e objetividade. Favos de Luz é um convite para que possamos estudar juntos, e desse intercâmbio é que nascerá o mel para o corpo e a luz para a alma. Se somos todos falíveis nas hostes do mundo, carecemos muito do Cristo. Mas, esperamos que Ele nasça em nós, a nos falar de perto: Levanta-te e anda! Saudemos aqui o codificador do Espiritismo, por ter tido a ventura de iniciar o primeiro livro espírita no mundo, na forma de diálogo, significando para a Terra e para os homens, benções de Deus em forma de favos de luz.

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    Carla Parreira18/10/2023Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Favos de luz

    🐝 Segundo o autor espiritual, o livre-arbítrio está na escolha do que vamos viver e do caminho a percorrer, pois os problemas são os mesmos para todos. As diferenças estão no modo como se apresentam. Deus sabe tudo o que desejamos e tudo o que vai acontecer. Tudo está e vem de Deus. O que nos dá a impressão de livre-arbítrio é a facilidade de escolha que temos, na inconsciência de que todas as coisas estão sendo impulsionadas por Deus. Todos nós somos iguais, com as mesmas oportunidades de nos tornarmos felizes. Se um espírito somente acerta e outro, da mesma idade espiritual, só erra, não está havendo as mesmas disposições intimas. Mas isso é ilusão, pois seria o mesmo que crer que haja um erro de criação na engrenagem mental do espírito para escolher, discernir e sentir o que deve ou não aceitar. O espírito escolhe os caminhos ruins por ignorância e isso só ocorre porque o espírito não se certificou da verdade de que só o bem e o amor compensam em todos os ângulos da vida. Para que isso se dê é necessário tempo, dor, problemas e lutas. Assim sendo, não pode haver dois espíritos de mesma idade de criação com diferenças de evolução, o que há são apenas vidas materiais com provações diferentes. A matéria é para o espírito um teste de comprovação do que foi aprendido no mundo espiritual. A consciência interna opera tal qual um computador de alta estrutura, que pode responder a qualquer hora, qualquer pergunta que lhe sejam feitas. Essa ilusão de que somos senhores dos nossos destinos, de que fazemos o que pretendemos, de que crescemos com o tempo no campo da liberdade, é muito necessário para o que ainda respiramos nas lides da Terra. No entanto, pensando que Deus, o Senhor Supremo esquematizou tudo para a criação muito antes de existirmos, somos simples instrumentos nas mãos sabias do Pai, sentindo a liberdade por sermos feitos, sobretudo, para o amor. Cada alma é dotada de um captador no centro da vida, a ouvir, à sua maneira, a voz de Deus, indicando o que deve ou não fazer na vida, e cada espírito apresenta com maior saliência, esse ou aquele dom, de acordo com as suas necessidades, que varia de zero ao infinito. É bom notar que o corpo físico e o perispiritual são obedientes aos projetos organizados no plano da alma imortal. Todas as religiões preparam a alma para ouvir a voz interior do comando supremo. O espírito imortal é portador de todas as perfeições e faculdades existentes e de acordo com sua missão no mundo, vai experimentando suas qualidades. Aprender então é apenas relembrar. Toda enfermidade provém da ignorância das leis de Deus. O livrearbítrio é uma espécie de ilusão necessária, pois na verdade, somente fazemos a vontade de Deus, que tudo planejou antecipatoriamente, por ser dotado de onisciência completa. Na nossa ignorância, se não sabemos o que fazemos como o próprio Jesus disse, de quem é a culpa dos nossos desajustes? Daí entender que não há culpados, pois todos os “pecados” são esquemas do Senhor, são meios que nos leva a entender melhor as leis. Os erros cometidos pelo homem são apenas meios criados por Deus para que despertemos para a verdade, na conquista da felicidade. Esse é o único caminho que Deus tem para todos nós indistintamente. Existe a dor e o sofrimento que, servindo de aprendizado, abre caminho para o conforto, a sabedoria e a alegria que é o amor. Vendo por este ângulo, todo sofrimento bem compreendido é uma benção divina. Toda a verdade é relativa para a humanidade em todos os planos da vida. Somente em se falando de Deus a verdade é imutável. A diferença entre nós, seres humanos de uma mesma criação, está no que estamos sendo, e não no que nós já somos. Não somos culpados pela ignorância e nem tampouco deixaremos de cometer erros já que o progresso é infinito e não há evolução sem tropeços. A liberdade é uma indução de escolha para que o mais agrade a cada um, mas independente dela, a lição que virá será a mesma. O destino é irremovível pelas mãos sabias de Deus, que escolhe tudo de antemão. Os erros e os sofrimentos são necessários assim como as escolas e as aulas a nos levar ao verdadeiro aprendizado. A natureza divina aproveita todos os impactos, que chamamos de erro, para melhor fixar o bem na profundeza das almas. A inferioridade humana e a ignorância é que nos faz revoltar, culpando-nos do mal que fizemos, por não sabermos ainda fazer o bem. O medo de falar que tudo procede de Deus é que nos faz carregar um pecado ilusório quase sem remissão. Os fatos não possuem culpados, são meros degraus para a ascensão da vida. Quando uma alma não precisa de determinada experiência, ela acaba se desviando do erro, pois que pessoa alguma comete um erro se já evoluiu a ponto de, primeiro, ser ciente das consequências e, segundo, suplantar a vontade ou propensão ao mau caminho. A alma perde para onde existe mais força, essa é a lei. A evolução completa só se consegue passando por todas as experiências. A verdade só surge com raciocínio filosófico e fé. A liberdade se divide em duas forças: de errar para aprender e de acertar para nos iluminarmos. Nada evolui somente por vontade própria ou por inteligência. A vontade própria de cada um concorre para o aceleramento do processo, da evolução, mas em tudo preexiste a vontade de Deus. O espírito não se aperfeiçoa no sentido literal, mas vai despertando as qualidades já inerentes ao seu eu. A evolução é um fenômeno natural da criação já concebida perfeita, é o desabrochar obediente à esquematização feita de antemão por Deus. O livre-arbítrio gira na área da inconsciência, todavia, quando atinge a onisciência de Deus, ele desaparece, transmutando-se em determinismo sábio, que somente nos leva ao amor. Sem impactos a natureza animal do ser humano não cede ao amor. É imprescindível que a alma sofra as consequências drásticas da sua má conduta, para que desperte a vigilância em seu coração, e o entusiasmo da inteligência avance na senda da verdade e do amor. Não importa a quantidade de encarnações, quer na matéria ou não, todos passam pelos mesmos dramas e experiências evolutivas. Querer fugir disso é o mesmo que querer o impossível. A obediência à vontade do Senhor é o melhor caminho. Os mais evoluídos assimilam melhor e sem revolta as lições necessárias ao aprimoramento do amor. Acomodar-se com a dor ou sofrimento é preguiça mental, que poderá gerar transtornos maiores no futuro. A dor não é para ser temida, mas sim compreendida em sua função ou causa. Deus não criou o mal, pois o mal não existe. São formas de bem em dimensões diferentes umas das outras. O criador não fez o espírito já purificado porque não quis. A vivência traumática faz a lição teórica se fortificar. É assim que a teoria da vida e do amor se aprofunda na consciência. Não mudamos os nossos destinos por mudarmos de lugares, por estarmos no mundo espiritual ou no mundo material. Onde quer que estejamos sempre cumprimos a vontade de Deus estando sobre o julgo das suas leis. Quem caminha com o Cristo e vive com Ele, mesmo estando no meio da guerra, encontrase em plena paz; mesmo no seio dos medrosos, regozija-se na coragem; mesmo no fogo do ódio, respira a plenitude do amor, perdoando e amando a todos e a tudo. Devemos ver em tudo somente a perfeição, porque o que não se mostra ainda em harmonia passará a harmonizar-se, por força da lei de Deus. Fomos feitos simples e ignorantes, no entanto, com todos os valores em estado de sono na intimidade, esperando que a nossa maturidade acorde esse tesouro espiritual, a nos mostrar que somos perfeitos, porque viemos da Perfeição.

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    João Nunes Maia

    João Nunes Maia, filho de Joaquim da Silva Maia e de Maria Nunes Maia, teve a sua mediunidade desperta desde cedo. Tinha psicografia, psicofonia, clarividência e o desdobramento. Psicografou mais de 100 obras. Foi um médium de psicografia e conferencista espírita brasileiro.

    42 Livros
    17 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    João Nunes Maia