Rules for Radicals - A Pragmatic Primer for Realistic Radicals

    Saul David Alinsky

    Vintage
    1989
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-10: 0679721134

    First published in 1971, Rules for Radicals is Saul Alinsky's impassioned counsel to young radicals on how to effect constructive social change and know “the difference between being a realistic radical and being a rhetorical one.” Written in the midst of radical political developments whose direction Alinsky was one of the first to question, this volume exhibits his style at its best. Like Thomas Paine before him, Alinsky was able to combine, both in his person and his writing, the intensity of political engagement with an absolute insistence on rational political discourse and adherence to the American democratic tradition.

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    Marcella Pimenta23/08/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Vale tudo pra ser Deus e moldar o homem a sua imagem

    Um título mais próximo seria algo como "A mentalidade do radical", já que as regras aparecem em apenas um capítulo, e não são dissecadas uma a uma. Talvez seja porque, como o próprio Alinsky diz, é importante não tratar as táticas como um manual rígido. Cada situação é diferente e o organizador ou "homem de ação" tem de reconhecer quando aplicar cada estratégia. Fica claro que o livro é voltado para a pessoa de esquerda que quer construir organizações de massa, como um "Black Lives Matter". O autor até menciona que eles têm que aprender a falar com os trabalhadores mais pobres, para eles não irem para a direita. A postura do radical (ou revolucionário) que Alinsky pretende formar envolve manipulação (ele mesmo assume), encenação e nenhuma preocupação com meios (o que importa é se funcionam). Embora por vezes coloque um véu de bondade ("Quero que os que Têm Pouco tirem o poder dos que Têm Muito"), isso aparece tão pouco e as táticas são tão sujas que não tem como acreditar. Ainda por cima, na dedicatória existe menção à Lúcifer, "o primeiro radical, que pelo menos conseguiu o próprio reino" e no decorrer do texto, Alinsky fala que o organizador é mais que um líder, porque o líder está atrás de poder, e a ação máxima do organizador é criar, ser um grande criador, brincar de Deus. O leitor tem que ter em mente que o livro tem mais de 50 anos e o contexto é os Estados Unidos daquela época, mas considero importante conhecer as ideias (pra não ser enganado por elas) que inspiram personagens que ainda estão no cenário político, como Barack Obama e Hilary Clinton. Inclusive, algo que o Alinsky reforça e que o Obama aplica muito bem é a comunicação, a oratória.

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