Que legal! Essa é a primeira HQ que li do Ken Parker e certamente motivação é que não falta para buscar outras. Gostei muito! O cowboy (se é que de fato seja isso) tem histórias maneiríssimas pelo li nessa obra, com toques de humor, folclore e história americana.
Essa edição tem elementos que lembram o filme "O regresso", com o sujeito lutando para se manter vivo, após sobreviver a um ataque de índios em um ambiente gélido e hostil. Me amarro em histórias com ambientação na neve, que parecem multiplicar os desafios de sobrevivência. Nessa luta solitária, conta com a ajuda de uma cadela misteriosa que o auxilia de maneira extraordinária. Até lobo enfrentou e matou, além de ter sido fundamental para seu restabelecimento. Realmente, uma companheira fiel que se iguala em bravura aos protagonistas de Jack London em "Caninos Brancos" e "O chamado da floresta", ou "Nômades do Norte" de J. O. Curwood.
Meu personagem preferido nessas histórias de faroeste é o Zagor, que tem em seu roteiro uma maluquice beleza de misturar história, cultura, ficção científica e fantasia de maneira cativante. Essa edição me trouxe um pouco dessa lembrança por ter outra história dentro dessa história. Explico. Em um momento de delírio e coma, o sujeito tem um um sonho pra lá de inusitado onde lembra das histórias infantis contadas por sua mãe e vive rapidamente uma delas como um dos famosos cavaleiros do Rei Arthur, o Lancelot (melhor dizendo, Parkerlot).
Bom, por aí vai a história. Li em uma edição de 1980, em preto e branco. Os desenhos não são o ponto alto mas tem uma estética dramática que acaba combinando. Achei depois uma reedição colorizada e melhor arte finalizada, mas me pareceu colorida demais e prefiro a tosqueira preto e branco mesmo.
Ken Parker... Taí, mais um caminho que topei para agradáveis leituras. Quero ler outras.
Ah, uma questão final! Qual é afinal a raça dessa cadela? Que parece aquelas de madame (fofinha, rsrs!), mas tocou o terror.