Infância -

    Graciliano Ramos

    Record
    2015
    316 páginas
    10h 32m
    ISBN-13: 9788501067357
    Português Brasileiro

    Publicado em 1945, Infância é uma autobiografia de Graciliano Ramos que prova ser possível uma obra somar os elementos pessoais com os sociais. Muito do que o autor confessa em suas memórias são problemas que afetaram não só a ele mesmo, mas também o seu meio. Sua dor é também a dor de nosso mundo. Além disso, esse livro lida com elementos que nos fazem entendê-lo como base de todo o universo literário do autor. Nele vemos temáticas que vão povoar suas obras-primas: São Bernardo, Vidas secas e Angústia. O primeiro aspecto que chama a atenção é a descrição de Graciliano como uma criança oprimida e humilhada, pois é um ser fraco diante de adultos, mais fortes. Este é um dos cernes de sua visão de mundo: a opressão. Quem tem poder, naturalmente massacra, sufoca.

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    Marcia Gardin31/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Minhas impressões sobre o livro

    Nesse livro Graciliano faz sua autobiografia, narrando fatos vividos de quando estava com na faixa dos 8 anos e segue até adolescência. Eu gostei muito, a escrita é popular, fácil compreensão,cativante e reflexiva É muito interessante ver como Graciliano mergulhou em seus pensamentos da infância, nas lembranças e conseguiu nos trazer a realidade da época sob sua perspectiva infantil. Conhecer o dia a dia da família , da região, suas dificuldades e aprendizado me permitiu aprender e crescer com ele. Algumas frases que chamaram atenção: "O inferno era um nome feio que não devíamos pronunciar. Mas não era apenas isso. Exprimia um lugar ruim, para onde as pessoas mal-educadas mandavam outras, em discussões. E num lugar existem casas, árvores, açudes, igrejas, tanta coisa, tanta coisa que exigi uma descrição. Minha mãe condenou a exigência e quis permanecer nas generalidades. Não me conformei (…)” “(…) Minha mãe curvou-se, descalçou-se e aplicou-me várias chineladas. Não me convenci. Conservei-me dócil, tentando acomodar-me às esquisitices alheias. Mas algumas vezes fui sincero, idiotamente. E vieram-me chineladas e castigos oportuno”

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