A história política do século XX é repleta de "certezas" implacáveis. A mesma idéia de história deu base às frias brutalidades tanto do marxismo quanto do fascismo. Ambos partilhavam a fé naquilo que Karl Popper chamava de "Historicismo": a crença de que o futuro pode ser previsto é de que o homem deve se ajustar a seu progresso sangrento. O totalitarismo, de acordo com Popper, tinha por base idéias implícitas na filosofia ocidental, de Platão a Hegel e Marx. Seu feito sem paralelo foi o de desafiar os argumentos fundamentais sobre os quais a Esquerda e a Direita repousavam sua autoridade. Numa época em que o comunismo e o fascismo eram devastadoramente fascinantes para muitos intelectuais, Popper atacou suas raízes filosóficas com uma sensatez apaixonada e resoluto ceticismo. Como sugere Frédéric Raphael nesta elegante e instigante introdução à sua filosofia da ciência e da história, a épica integridade de Popper pode tê-lo tornado o mais radical pensador de nosso tempo. Frédéric Raphael estudou filosofia em Cambridge, escreveu dezenove romances e quatro volumes de contos, bem como textos para cinema e para a televisão.
Popper (Grandes Filósofos ) - O Historicismo e sua miséria
Frédéric Raphael
Editora UNESP
2000
70 páginas
2h 20m
ISBN-10: 8571392846
Português Brasileiro
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