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    O Crime do Padre Amaro (Grandes Nomes da Literatura #28) -

    Eça de Queiroz

    Folha de S.Paulo
    2016
    470 páginas
    15h 40m
    ISBN-13: 9788579492976
    Português Brasileiro
    4.2
    24 avaliações
    Leram29Lendo4Querem76Relendo0Abandonos4Resenhas4
    Favoritos4Desejados76Avaliaram24

    O crime do padre Amaro, primeiro romance de Eça de Queirós (1845-1900), não é apenas “uma intriga de clérigos e de beatas tramada e murmurada à sombra de uma velha Sé”, como o próprio autor escreveu. Mas também não será, como certa crítica defende, uma mera condenação moral e espiritual do clero – e da hipocrisia abjecta das mulheres devotas, que rezam aos santos certos e se entregam a luxúrias com os homens errados. Este romance sobrevive na memória do tempo pela extraordinária força dos seus personagens – em especial de Amaro, o jovem que seguiu o sacerdócio sem real vocação e que sucumbe ao mais prosaico dos sentimentos quando se apaixona por Amélia. Acompanhar os seus atos e pensamentos – a angústia da transgressão; o ressentimento pela liberdade amorosa de terceiros; mas também a fragilidade típica do amante; os seus ciúmes reais ou imaginários; e a dilacerante ambiguidade com que ele contempla o horrendo crime – é conhecer por dentro a tragédia de um homem em carne viva que o leitor irá reconhecer como um de nós. João Pereira Coutinho Professor e colunista da Folha A Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura traz ao público 28 ilustres autores da literatura mundial cujos clássicos marcaram gerações de leitores. Entre eles estão Machado de Assis, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Oscar Wilde, Virginia Woolf, Joseph Conrad, Tolstói e outros renomados autores.

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    Ademir Carneiro  picture
    Ademir Carneiro 09/08/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha: O Crime do Padre Amaro

    Olá, findei a leitura desse clássico ontem "O Crime do padre Amaro" de Eça de Queirós, que traz uma narrativa crítica a sociedade portuguesa e ao comportamento imoral de alguns clérigos. A leitura flui normalmente e o leitor vive as inquietações do comportamento das personagens. O romance traz de uma forma irônica e bastante clara a história de Amaro que segui o sacerdócio sem vocação alguma, e que se vê sucumbido pelo pecado da carne, após conhecer Amélia, na cidade de Leiria para onde o pároco foi instalado. Amélia era uma moça linda e devota, que foi criada aos ensinamentos da mãe tão devota também, mas que era cumcubina de um padre. Nesse meio de comportamento morais adequados a senhoras que tinham muita devoção e orações, algumas mulheres sucumbiam ao pecado de se deitar com alguns clérigos, mas diante da sociedade mantinham o seu papel de exemplos de moral e comportamentos éticos. Um ótimo clássico, indico a leitura. Fonte: @academicoliterario

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    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz