Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições14
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas32
    • Leitores2007
    • Similares33
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Gaúcho (Coleção Prestígio) -

    José de Alencar

    Ediouro / Tecnoprint S. A.
    1981
    167 páginas
    5h 34m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.3
    574 avaliações
    Leram1348Lendo77Querem528Relendo2Abandonos52Resenhas32
    Favoritos0Desejados528Avaliaram574

    O Gaúcho faz parte dos romances de José de Alencar classificados como ruralistas, estando, pois, na mesma linha de Til, O Tronco do Ipê e O Sertanejo, porém, com mais vigor e mais rutilância ainda do que os outros, um romance que põe em destaque a bravura do homem do pampa e dá expansão à fantasia junto a elementos históricos, onde o vulto de Manuel Canho, o peão, o herói da narrativa, aparece ao lado de Bento Gonçalves, quando entre os fragores de uma revolução se tenta construir a República de Piratinim.

    Edições (14)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (33)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (32)Ver mais
    Elton Luz picture
    Elton Luz11/01/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Gaúcho

    Este livro apresenta um tipo de relacionamento raro nas cidades, nos dias de hoje: a relação do homem com o seu cavalo. Muitas vezes, quando lemos livros sobre guerras antigas somos frequentemente bombardeados com o termo "cavalaria", exemplo: "A cavalaria do 12.º exercito atacou o flanco direito do exército tal" etc. No entanto, os livros de história tradicionais não falam da relação do homem com o seu cavalo e como isso afeta o seu comportamento; muito menos fazem comparações entre o cavaleiro antigo e o soldado moderno, que tem como companheiro apenas o seu rifle; material inerte, metálico, sem vida. Este livro não faz a comparação entre soldados antigos e modernos (por razões óbvias), porém nos dá a visão do imaginário sentimental existente entre o homem e o cavalo. Esse imaginário que o livro tenta nos mostrar é pormenorizado (a primeira parte é quase só sobre isso, porém ele é ubíquo); ela apresenta uma relação humanizada, na qual o cavaleiro vê no cavalo um amigo e companheiro; este por sua vez vê no homem o seu protetor, um companheiro digno o bastante para ser transportado para onde quiser; o cavalo é veloz, ágil, porém não tem um rumo; logo ele fica feliz de ir a qualquer lugar que o seu dono (companheiro) deseje desbravar. Não é de forma alguma uma relação de exploração, mas sim de companheirismo. Se o cavalo carrega o homem é apenas por uma inevitabilidade biológica, a qual deu ao cavalo o poder da corrida e ao homem o poder da inteligência. A relação entre homem e cavalo vai além da utilidade prática deste último: o cavalo é confidente do cavaleiro, quase um filho ou irmão. Com ele o cavaleiro conversa, com ele o cavaleiro dorme, com ele o cavaleiro divide a sua comida. Ele por sua vez protege o dono, ao sinalizar quando vê algo estranho numa estrada (cavalos são sensíveis, atentos e inteligentes), além de dar-lhe carinho. Como o autor deixa implícito no livro, um homem sem o seu cavalo é um homem incompleto. Se há algo que Deus fez exatamente para o homem, esse algo é o cavalo. Ambos sentem que se completam e agradecem por terem um ao outro. A solidão, que seja talvez um dos males mais temíveis e negligenciados, não a sente o cavaleiro. Com o seu cavalo ele pode viajar por meses e não sentir a necessidade de interação humana qualquer; o equino é sensível o bastante para que o cavaleiro possa com ele estabelecer uma relação profunda e verdadeira. Isso é algo muito salientado neste livro, a sensibilidade dos equinos. O cavalo é retratado como possuidor de uma sensibilidade comparável à humana; capaz de sentimentos nobres, sendo a fidelidade ao dono talvez o mais aparente, além do afeto. Esse argumento é reforçado pelo fato de Manuel Canho (personagem principal) ser quase um misantropo, devido ao seu grande amor pelos cavalos. Além disso, podemos falar do efeito que os pampas gaúchos exercem sobre os cavaleiros. Os pampas são um oceano verde, quase inerte, dos quais o gaúcho é grande conhecedor. Neles passa a maior parte do seu dia, deles conhece os seus atalhos, as suas pequenas armadilhas, escondidas ao olhar do leigo. Em suma: nele o gaúcho se sente à vontade, se sente em casa. Porém o pampa pode enganar: o pampa inerte e calmo também favorece o tornado, que na sua vastidão límpida ganha velocidades altíssimas, traindo assim, de uma hora para outra, a segurança que o gaúcho tinha no pampa e no próprio conhecimento. Ou seja, o pampa, admirável e calmo, também pode ser traiçoeiro e cruel. O aspecto mais intrigante do pampa é a sua inalterabilidade. O pampa que vemos antes de um tornado é mesmo que vemos após a passagem deste. Ele não guarda traços de destruição; ele é uma testemunha ausente da vida no campo. Testemunha perene, imóvel e soberana, porém indiferente, apesar de fascinar o cavaleiro. O pampa a ninguém ama, porque a pessoa alguma pode amar. Assim é a natureza. A exceção é justamente o gaúcho e seu cavalo. Aí é que está a beleza dessa história. A natureza é selvagem e cruel, porém também é capaz de produzir belas coisas, através de uma simbiose que não sabemos se é divina ou acidental. Se acidental for é mais verdadeira, porque parte do coração. Se divina for também é meritosa, porque apresenta a perfeição e a complexidade da Criação. Livro legal, gostei bastante. Obs: Quem gosta de animar irá se identificar com o livro. A relação entre homem e cavalo é diferente da relação entre homem e cão, a qual estamos mais acostumados. 7.5/10

    8 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.3 / 574
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas16%
    • 1 estrelas5%
    José Martiniano de Alencar profile picture

    José Martiniano de Alencar

    Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a

    406 Livros
    1.664 Seguidores
    Ceará, Brasil

    José Martiniano de Alencar