Essa vai ser uma resenha diferente. Vai ser sobre um livro que nunca deveria ter sido escrito. Um livro que eu queria mas, ao mesmo tempo, demorei para aceitar que ele foi feito.
O livro se passa mais de um ano após a porte do Will. Lou passou um tempo vivendo em Paris e, após sentir que a cidade perdeu seu brilho, viaja pela Europa até decidir se mudar para Londres, usando uma parte do dinheiro que o WIll deixou para ela e comprando um flat. Ela ainda se sente muito culpada por não ter sido suficiente para salvar a vida do seu amor. Ela passa dias robóticos, indo trabalhar em um bar no aeroporto e bebendo vinho ao chegar em casa. Numa dessas noites, após ter bebido, ela vai passar um tempo no telhado do prédio onde mora mas, ao ouvir uma voz estranha, ela se assusta e cai.
Não, Lou não morre. No caminho para o hospital, a única coisa que ela lembra é de um paramédico, Sam, segurando sua mão firme, a mantendo presa nesse mundo. Após ter se recuperado e voltado para casa, ela descobre qual foi a voz estranha que ouviu naquele dia em cima do prédio. Era Lily, uma filha que Will nunca soube que tinha. Adolescente problemática, ela quer entrar em contado com um lado da família que só recentemente descobriu. Ela quer achar seu lugar em uma família, já que sua mãe não dá a mínima para ela.
Ela, ao mesmo tempo que tenta ajudar Lily a achar seu lugar no mundo, ela ainda tem que entender se realmente está começando a se apaixonar por outra pessoa. Será que essa paixão não é uma forma de traição com Will? Será que eu sou suficiente na vida de uma pessoa para que ela fique comigo? Nada na vida é um caminho fácil, mas não existe caminho impossível de ser percorrido. Ainda mais com o apoio das pessoas que amamos.
Ele não é só sobre entendermos como seguir em frente depois de uma grande perda. É sobre aceitação: entender que a vida vale a pena. E sobre redenção: sempre tem um jeito de fazermos as coisas ficarem melhores. Posso não ter amado como fiz com o primeiro, nem ter chorado ao ponto de soluçar, mas foi gostoso ver o quanto a decisão de uma pessoa afetou a vida de várias.