Francisco e Bento XVI seguem um caminho muito bonito, aquele proposto pelas comemorações do cinquentenário da realização do Concílio Vaticano II, motivador do Ano da Fé (2012-2013). Concluindo uma carta iniciada pelo predecessor, Francisco permitiu que o texto deixasse em evidência muitos pontos que se podem identificar característicos do papa emérito.
A luz da fé é retratada sob diversas perspectivas, desde histórica, social, levemente política mas, sobretudo, a partir da dinâmica viva da Igreja; não se trata de um assunto que a Igreja ou que o papa aborda, mas se trata da própria Igreja e do próprio motivo pelo qual o papa é papa. Mais que isso, trata do motivo pelo qual o mundo é composto por irmãos, não por indivíduos desconexos.
Levei 8 anos para iniciar esta leitura e, fazê-lo, mostrou-me o quanto o texto poderia ter ajudado a desenvolver um trabalho ainda mais significativo em meu emprego, minha comunidade e, mesmo, em minha família. Porém, o mais impressionante, para mim, foi descobrir o quanto esta carta toca fundo no coração e propõe de maneira simples algumas mudanças de percurso, uma vez que a luz do texto me ajudou a entender melhor a luz da fé.
Certamente, um dos melhores textos da Igreja que li até o momento.