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    A cabeça decepada e outros contos de terror ((Mestres da Literatura de Terror, Horror e Fantasia Livro 5) #Livro 5) -

    Alexandre Dumas

    TRIUMVIRATUS
    2015
    68 páginas
    2h 16m
    ISBN-10: B01720XX54
    Português Brasileiro
    3.5
    76 avaliações
    Leram102Lendo5Querem58Relendo0Abandonos3Resenhas5
    Favoritos1Desejados58Avaliaram76

    Conteúdo: "A cabeça decepada", "A persistência da vida após a guilhotina" e "O bracelete de cabelos cadavéricos". No ano de 1831, convidado por um velho amigo, secretário particular do rei, compareceu Alexandre Dumas à região de Fontenay-aux-Roses para a abertura da temporada de caça. Ao se afastar dos companheiros em meio a uma caçada, Dumas chega à vila de Fontenay-aux-Roses, onde se depara com uma cena aterradora. Jacquemin, um operário de pedreira, corre, repleto de terror, à casa do prefeito Ledru e, implorando para ser preso, confessa um crime hediondo: acabara de decapar a cabeça da própria mulher. São aterrorizantes os fatos, por Dumas narrados com maestria, que motivaram, em “A cabeça decepada”, aquela desesperada confissão. O horror prossegue em “A persistência da vida após a guilhotina”. Quando jovem, o agora prefeito Ledru exercera a medicina. Fora um cientista dedicado a causas humanitárias. Num laboratório improvisado, em pleno cemitério de Clamart – onde, durante o reinado do Terror da Revolução Francesa, eram sepultados em valas comuns os supliciados na guilhotina –, dedicara-se a um macabro experimento: provar que a vida perdura, ainda que por breves e terríveis instantes, em sequência à cruel execução. Após salvar, nas ruas de Paris, a vida de uma aristocrata fugitiva, disfarçada de lavadeira, por quem se apaixona, Ledru protagonizará uma horripilante experiência, que confirma, hediondamente, as suas teorias. Amigo de Ledru, o Sr. Alliette, alquimista que parece possuir o elixir da vida eterna, narra uma história fantasmagórica. Em “O bracelete de cabelos cadavéricos”, uma pobre mulher precisa cumprir a última vontade do falecido marido, ainda que, para tanto, e com a ajuda de um terrível ente espectral, tenha de violar o túmulo do marido. Estas narrativas integram, originalmente, o livro “Os mil e um fantasmas” (“Les mille et un fantômes”), de 1849. A tradução, que apresentamos ao leitor, de um autor desconhecido do século XIX, foi por nós recuperada em jornal secular e sofreu uma necessária adaptação, e, em alguns casos, mesmo uma reescrita. Conservamos, porém, na medida do possível, o sabor especial da linguagem de meados do século antepassado.

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    - Leandro - picture
    - Leandro -04/09/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Coleções de histórias sobrenaturais.

    Contos de Alexandre Dumas é uma das mais notáveis coleções de histórias sobrenaturais e macabras contadas em detalhes minuciosos. Pelo que pesquisei foi escrita no auge das revoluções de 1848. Um pequeno trecho de um dos contos: “Paralisado de medo, um homem confessa o assassinato de sua esposa e, em vez de retornar ao local do crime, implora para ser trancado na prisão. À medida que a polícia investiga mais, eles descobrem a terrível verdade…”

    11 curtidas

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    Dumas Davy de la Pailleterie profile picture

    Dumas Davy de la Pailleterie

    Alexandre Dumas, pai - foi um romancista francês. Seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época. Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, alcançando sucesso de público. No ano seguinte, sua segunda peça, Christine, também obteve popularidade. Como resultado, tornou-se financeiramente capaz de trabalhar como escritor em tempo integral. Entretanto, em 1830, participou da revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d'Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão. Até meados da década de 1830, a vida na França permaneceu agitada, com tumultos esporádicos em busca de mudanças promovidos por republicanos frustrados e trabalhadores urbanos empobrecidos. À medida que a vida retornava lentamente à normalidade, o país começou a se industrializar e, com uma economia em crescimento combinada com o fim da censura à imprensa, a vida recompensou as habilidades de escritor de Alexandre Dumas. Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a se dedicar aos romances. Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um divulgador astuto. Com a alta demanda dos jornais por romances seriados, em 1838 simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar sua primeira série em romance. Intitulada "O Capitão Paulo" (em francês Le Capitaine Paul) levou-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal. Em 1840, casou-se com uma atriz, Ida Ferrier, mas continuou a manter seus casos com outras mulheres, sendo pai de pelo menos três filhos fora do casamento. Um desses filhos, que recebeu o seu nome, seguiria seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Por causa do mesmo nome e da mesma profissão, para distinguir um do outro, um é chamado Alexandre Dumas pai (Alexandre Dumas, père) e o outro Alexandre Dumas, filho (em francês, Alexandre Dumas, fils).

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    Picardia, França

    Dumas Davy de la Pailleterie