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    Desejo sexual - Uma Investigação Filosófica

    Roger Scruton

    Vide Editorial
    2016
    564 páginas
    18h 48m
    ISBN-13: 9788567394930
    Português Brasileiro
    4.3
    28 avaliações
    Leram49Lendo21Querem434Relendo0Abandonos2Resenhas2
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    Roger Scruton, filósofo britânico contemporâneo mundialmente reconhecido por suas investigações filosóficas a respeito da beleza, da arquitetura e da música, aborda agora, talvez pela primeira vez na história do Ocidente com tamanha objetividade, o fenômeno mais típico da nossa natureza: o desejo sexual. Depois de definir o que é o desejo sexual especificamente humano, Scruton busca afirmar o que muitos sempre consideraram impossível: que há uma moralidade intrínseca ao ato sexual humano, simplesmente por ser humano, independentemente de códigos morais religiosos ou condutas sociais impostas.

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    Kaique Nunes04/08/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma Fenomenologia do Corpo e do Desejo.

    Roger Scruton é um filósofo inglês na qual sua especialidade é a estética, porém é ativo em várias áreas do conhecimento, sempre estando presente em debates políticos e comentando eventos importantes. Escreveu vários livros, contribuindo para assuntos desde a filosofia da música até reflexões sobre os relacionamentos humanos. Desejo Sexual - Uma Investigação Filosófica não é somente um livro sobre o desejo, mas um livro muito mais abrangente, contem o desejo como uma das variáveis para se compreender o ser e suas relações. Aqui são abordadas coisas como o amor, afeição, estima, excitação e os fenômenos sexuais. Com tantos livros científicos sobre o sexo ou o amor, porque alguém deveria ler este? Em primeiro lugar, o maior motivo é pela abordagem fenomenológica. Este livro é uma crítica ao entendimento da qual os comportamentos humanos são redutíveis ou completamente explicáveis por um biologismo, tratando os fenômenos sexuais apenas como um comportamento animal, o amor apenas por questões neuroquímicas, o desejo por uma questão de instinto. “Nenhuma taxonomia biológica poderia apreender as especificidades do desejo sexual. O desejo é de fato um fenômeno natural, mas está além do alcance de qualquer “ciência natural” do homem”. Não que a ciência moderna não explique, mas ela funciona como um modo de penetrar nas coisas, desse modo perdemos as coisas como um todo. Ao vermos um quadro de um rosto e ampliarmos, vamos começar a ver várias pinceladas, porém o quanto mais ampliarmos menos veremos o rosto, na qual é a expressão verdadeira do pintor que a fez. Deste modo, a ciência moderna seria o conhecimento das “profundezas”, e a fenomenologia o conhecimento da superfície. Um prioriza o reducionismo e o outro um holismo. O amor erótico é reduzível ao desejo sexual? Quais são os tipos de amor? O que diferencia o desejo da estima? O que é um beijo? O que é a excitação, e que diferença isso faz para o beijo? Qual a diferença entre dois atores se beijando com um beijo de afeição e um beijo fundado no desejo sexual? Qual o objetivo do desejo? O que é uma sensação e o que é prazer? Qual a diferença entre prazeres intencionais (não sensoriais) e os prazeres não intencionais (sensoriais). O que é a vergonha? O que é o sorriso? O amor é fundado em razões? O que é a beleza, e qual seu papel no desejo? Essas são as questões que o autor tenta responder, revisitando alguns pensamentos como os de Platão, Sócrates, Aristóteles, Sartre, Wittgenstein, Pascal e Agostinho. Em uma parte do livro é definido alguns tipos de relações, ou fenômenos sexuais embasados nas respostas as perguntas anteriores. Alguns desses fenômenos são desvios, transgressões a alguns dos conceitos mencionados. Dentre eles são explorados a bestialidade, obscenidade, perversão, pedofilia, incesto, necrofilia, estupro, prostituição, enamoramento, dom-juanismo, tristanismo e sadomasoquismo. Como um especialista da estética também explora esses conceitos aplicados na arte, e criando uma fenomenologia do corpo, reflexões sobre a nudez e a pornografia, tornando possível a distinção de uma arte erótica e a pornografia. E no final o autor trata sobre moralidade sexual e questões de política. Indispensável...

    6 curtidas

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    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas4%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas4%
    Roger Vernon Scruton profile picture

    Roger Vernon Scruton

    Filósofo e escritor inglês, especialista em Estética. Tem sido apontado como o intelectual britânico conservador mais bem-sucedido desde Edmund Burke e foi nomeado Cavaleiro da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II em junho de 2016. Escreveu mais de trinta livros, incluindo Art and Imagination (1974), The Meaning of Conservatism[4](1980), Sexual Desire (1986), The Aesthetics of Music (1997), A Political Philosophy: Arguments for Conservatism (2006), Beauty (2009), Our Church (2012), How to be a Conservative (2014), The Palgrave Macmillan Dictionary of Political Thought e How to Think Seriously About the Planet: The Case for an Environmental Conservatism (2012). Também escreveu livros didáticos sobre filosofia e cultura, dois romances, e compôs duas óperas.

    73 Livros
    236 Seguidores
    Buslingthorpe, Inglaterra

    Roger Vernon Scruton