[...] João se aproxima do berço, pega o menino com as mãos e o ergue acima de sua cabeça, olha no rostinho do pequeno e começa a dar gargalhadas. Antônia, sentindo sua perturbação, pede que lhe dê o menino. João, enfurecido, lhe dá um empurrão, atirando-a ao chão. Ana, percebendo o que acontecia, corre até ele tentando lhe tirar a criança. João segura Miguel com apenas uma das mãos, com a outra a pega pela garganta, imprensa contra a parede e começa a gritar: “Aonde tem uma faca aqui? Fala desgraçada! Aonde tem faca, canivete, bisturi, qualquer coisa que corte?”. A fragilidade de poucos anos na Terra não nos desqualifica do crescimento espiritual que já tenhamos conquistado. Josué, apesar da pouca idade na Terra nessa passagem, carrega consigo grandes responsabilidades. O ser, quando encarnado, não dimensiona com devida exatidão o tamanho da responsabilidade e consequências dos seus atos e atitudes. Pendências não resolvidas, desafetos, rancores e ódios perduram através das vidas, e é na vida terrestre que o ajuste de contas é feito. Nem sempre imaginamos o quanto são rotineiras as batalhas espirituais entre o bem e o mal, aqui na Terra, desestabilizando pessoas desprevenidas e negligentes e causando no seio familiar desde pequenos desentendimentos até grandes tragédias. Será que Josué e seus amigos do bem, conseguirão evitar a tragédia maior?

