A Travessia -

    William P. Young

    Arqueiro
    2012
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788580415148
    Português Brasileiro

    Um derrame cerebral deixa Anthony Spencer, um multimilionário egocêntrico, em coma. Quando “acorda”, ele se vê em um mundo surreal habitado por um estranho, que descobre ser Jesus, e por uma idosa que é o Espírito Santo. À sua frente se descortina uma paisagem que lhe revela toda a mágoa e a tristeza de sua vida terrena. Jamais poderia ter imaginado tamanho horror. Debatendo-se contra um sofrimento emocional insuportável, ele implora por uma segunda chance. Sua prece é ouvida e ele é enviado de volta à Terra, onde viverá uma experiência de profunda comunhão com uma série de pessoas e terá a oportunidade de reexaminar a própria vida. Nessa jornada, precisará “enxergar” através dos olhos dos outros e conhecer suas visões de mundo, suas esperanças, seus medos e seus desafios. Na busca de redenção, Tony deverá usar um poder que lhe foi concedido: o de curar uma pessoa. Será que ele terá coragem de fazer a escolha certa?

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    Nanie Dias24/10/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Travessia, de William P. Young

    Anthony Spencer é um homem de sucesso. Ao menos, é isso o que diria qualquer pessoa que não o conhecesse tão bem. Aqueles que o conheciam mais de perto, certamente teriam coisas ruins a dizer a seu respeito - o quanto era egoísta, arrogante, solitário. Certo dia, esse empresário de sucesso sofre um acidente - devido a um tumor no cérebro - e entra em coma. Durante o coma ele vai realizar a mais fantástica aventura já empreendida por ele. Uma jornada de autoconhecimento, que o levará a entender o que precisa ser entendido. E ele não estará sozinho: Deus, Jesus e o Espírito Santo estarão com ele. O que eu achei do livro: Eis aqui um livro que, para mim, é extremamente difícil de resenhar. Vamos aos poucos. À princípio, eu não pretendia ler esse livro. Por que não?! Simplesmente porque não é o tipo de leitura que mais me agrada. Mas eu também não pretendia ler A Cabana e, mesmo assim, o livro acabou chegando às minhas mãos e eu apreciei a leitura. Dessa vez, foi a mesma coisa. Você tem razão - o livro ainda não foi lançado, nem mesmo nos Estados Unidos. Ele será lançado em meados de Novembro lá fora e menos de uma semana depois aqui (a editora Arqueiro mandou super bem nesse quesito - os fãs brasileiros de William P. Young não terão que esperar muito pelo livro). Então como eu li? Por isso eu disse que o livro "acabou chegando às minhas mãos". A editora Arqueiro, parceira do blog, me enviou uma "prova para leitura". Quando o livro chegou aqui em casa - totalmente de surpresa - eu achei que simplesmente tinha que lê-lo. E foi isso que eu fiz. A escrita de William P. Young nesse livro é da mesma forma que em A Cabana - leve, simples, gostosa. A leitura é bastante dinâmica e agradável. Entretanto, o tom nesse livro me pareceu um pouco mais forte. Como assim? Enquanto eu lia A Cabana, eu não senti que nenhuma ideia estava me sendo imposta, mas apenas mostrada. O tempo inteiro eu sentia que o autor apenas fazia com que seus personagens dissessem o que achavam, mas que aquilo nem mesmo era uma verdade absoluta, muito menos que eu precisava pensar exatamente daquele jeito. Em A Travessia eu senti que as coisas eram um pouco mais fortes: aquilo que é dito nesse livro - através dos personagens - é falado como uma verdade que eu deveria enxergar. Isso me incomodou um pouco, principalmente porque eu não acredito em tudo o que estava sendo dito. Mas, veja bem, eu disse um pouco. Achei que esse livro é um tanto mais impositivo do que o anterior, mas ainda assim é muito mais um livro de reflexões do que de ensinamentos e imposições. É muito bacana ler a história de Anthony Spencer e ir conhecendo os cativantes personagens criados pelo autor para dar vida a essa trama. Não só o protagonista, mas também alguns personagens secundários são muito interessantes e bem criados. O mundo desenvolvido por William P. Young é bastante envolvente. Não posso negar que o livro me fez refletir - e muito! Tampouco posso negar que o livro traz algumas verdades incontestáveis (independente de sua religião ou credo). Acho que o mais interessante sobre esse livro é justamente o quanto ele nos faz pensar em nossas próprias atitudes e em suas consequências em nossa vida. A boa notícia é que ele nos faz pensar enquanto ainda temos tempo para efetivamente mudar alguma coisa. A Travessia não é uma continuação de A Cabana. Não está, de forma alguma, ligado ao outro livro. Mas segue um estilo parecido e quem gostar de um certamente gostará do outro, embora possa conseguir eleger um favorito entre os dois (o meu, se você está curioso, ainda é A Cabana). Uma leitura leve, que nos conduz a importantes reflexões sobre as nossas atitudes, A Travessia se tornará o livro de cabeceira de muitas pessoas. PS: Quer saber quem é o Jack do livro? Confesso que não sabia quem tinha apelido de Jack (isso mesmo, Jack não é o nome, apenas um apelido), mas o Google e a Wikipedia me ajudaram com isso. Apenas procure por Jack, o ano de morte e a nacionalidade e você vai descobrir que o cara é uma personalidade de grande renome, que eu (e muitos outros) muito admiro (se você é preguiçoso, apenas clique aqui). Nota: 7 Leia mais resenhas em www.naniesworld.com

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