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    Correio Feminino -

    Clarice Lispector

    Rocco
    2006
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788532520456
    Português Brasileiro
    3.7
    32 avaliações
    Leram62Lendo10Querem82Relendo0Abandonos8Resenhas2
    Favoritos5Desejados82Avaliaram32

    Em Correio Feminino, mais do que a escritora consagrada, é a "jornalista feminina" que se apresenta ao leitor. A Clarice Lispector que aceita o convite do cronista Rubem Braga e se aventura na elaboração de páginas dedicadas às mulheres no periódico Comício, criado em 1952, protegida sob o pseudônimo de Tereza Quadros. A Clarice que, no início dos anos 60, dá conselhos de beleza e dicas de como manter uma personalidade cativante para conquistar o bem-amado, dessa vez com o pseudônimo de Helen Palmer, nas páginas do Correio da Manhã. Ou ainda a ghost writer de Ilka Soares na coluna "Só para mulheres", publicada noDiário da Noite. Em todas elas, a escritora vasculha o universo da mulher, em conselhos e reflexões. Correio feminino, que reproduz através de fac-símiles os textos publicados na imprensa em sua versão original, é, acima de tudo, uma deliciosa viagem no tempo. Em tom de uma conversa entre amigas, Clarice Lispector fala sobre os afazeres da casa, as dificuldades da mulher emancipada para conciliar a dupla jornada de trabalho, os cuidados com a beleza e os segredos da elegância. Em muitos textos, é possível identificar a gênese do que viria a ser um conto da consagrada escritora. É o caso da coluna intitulada "Meio cômico, mas eficaz", que traz, além de uma receita para matar baratas, os ingredientes do que seria o conto "A Quinta história". O livro é dividido em cinco blocos que, segundo Aparecida Nunes, "caracterizam o percurso de Clarice no ofício de falar para mulheres em linguagem acessível, e sobre assuntos que interessam à natureza feminina". São eles: "Um retrato de mulher", "Saber viver nos dias que correm", "Retoques do destino", "Aulas de sedução" e "Entre mulheres". Neste último, o leitor encontra ainda algumas crônicas e contos inéditos em livro, publicados pela revista feminina paulista Mais, na década de 70. Sob pseudônimos ou como ghost writer, esta Clarice Lispector jornalista feminina revela ao leitor as inquietações, hábitos e tendências da mulher brasileira nas décadas de 50 e 60. E o livro Correio Feminino cumpre seu papel ao apresentar esta nova faceta da escritora, para deleite de todos.

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    Mábia Santana Braga picture
    Mábia Santana Braga14/02/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Curso de como viver a vida de forma mais leve e com sentido

    Clarice deu uma aula verdadeira de feminilidade e de como ser feliz, como ser mais bonita e, sem dúvidas, é uma lição para as mulheres que acham que devem se igualar aos homens em tudo, inclusive nos defeitos. Tem críticas a essa revolução feminista que distorce seu ser e acredito que muitas mulheres deveriam conhecer este lado de Clarice, que louva o espaço da mulher, mas que sabe que a mulher tem missão e essência diferentes.

    12 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 32
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas3%
    Clarice Lispector profile picture

    Clarice Lispector

    Clarice Lispector, nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora brasileira, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. Suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar em crise. De origem judaica, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. A família de Clarice sofreu a perseguição aos judeus, durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Seu nascimento ocorreu em Chechelnyk, enquanto percorriam várias aldeias da Ucrânia, antes da viagem de emigração ao continente americano. Chegou no Brasil quando tinha dois anos de idade. A família chegou a Maceió em março de 1922, sendo recebida por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin. Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania – irmã, todos mudaram de nome: o pai passou a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia – irmã, Elisa; e Haia, Clarice. Pedro passou a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante. Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife, onde passou parte da infância. Falava vários idiomas, entre eles o francês e inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche. Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela com câncer inoperável no ovário, diagnóstico desconhecido por ela. Faleceu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Foi inumada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro.

    135 Livros
    7.101 Seguidores
    Vinnytsia, Ucrânia

    Clarice Lispector