O Príncipe (O Essencial da Política) -

    Nicolau Maquiavel

    Hunter Books
    2011
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788565042024
    Português Brasileiro

    Tendo o príncipe necessidade de saber usar bem a natureza do animal, deve escolher a raposa e o leão, pois o leão não sabe se defender dos laços (das armadilhas) e a raposa não sabe se defender da força bruta dos lobos. Portanto, é preciso ser raposa, para conhecer as armadilhas, e leão, para aterrorizar os lobos. Um príncipe não deve ter nenhum outro objetivo ou pensamento, nem estudar nada além da guerra e das suas regras e disciplina, pois essa é a única arte que compete a quem governa, e ela é tão forte que não apenas mantém aqueles que nascem príncipes, mas muitas vezes permite a homens de condição comum subir àquele posto. E, ao contrário, vê-se que, quando os príncipes pensaram mais em descansar do que nas armas, perderam o seu estado. E a primeira causa que faz você perder o governo é negligenciar essa arte, e o que lhe permite conquistar o estado é o ser mestre dessa arte.

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    Victor Hugo Maristane de Andrade picture
    Victor Hugo Maristane de Andrade04/11/2009Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Irritante. Difícil dizer se o é mais quando Maquiavel erra ou se quando acerta. Este livro é um exemplo perfeito de como o estudo da história ajuda a entender o presente, mas deixa dúvidas se com esse entendimento é possível fazer um futuro melhor. Afinal, Maquiavel fala de práticas políticas desonestas que acontecem desde séculos antes dele, e que ainda continuam acontecendo séculos depois. Uma obra atemporal, de fato, mas uma das poucas onde esse adjetivo é aplicado com certa tristeza. Nas páginas deste livro vê-se claramente os acertos de Napoleão, os erros de Hitler, a maneira como se deu a Guerra do Iraque, como Lula construiu sua popularidade, como Vargas conciliou os interesses das elites com os do povo, e milhares de outros casos na política que possuem n'O Príncipe sua anatomia desenhada e explicada, séculos antes, por um gênio inquestionável no assunto. Seria um excelente livro se o tom fosse crítico. Mas é exatamente o contrário, é um incentivo a essas práticas. Quase quinhentos anos atrás fazia sentido, mas hoje, quando todos lutam por uma nova política, este livro serve apenas para mostrar como ela tem sido feita até hoje, para que com isso planejemos melhor a de amanhã. Se é que é possível mudá-la.

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