Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas7
    • Leitores196
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O americano tranquilo -

    Graham Greene

    Biblioteca Azul
    2016
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788525059185
    Português Brasileiro
    3.8
    55 avaliações
    Leram68Lendo1Querem125Relendo0Abandonos2Resenhas7
    Favoritos3Desejados125Avaliaram55

    O Americano Tranquilo (1956), lançamento da Biblioteca Azul, que publica, até 2017, nova edição de alguns títulos do autor inglês. Duas vezes adaptado para o cinema, o livro, de 1955, é ambientado na Indochina às voltas com a guerra entre os anos 1946 e 1954. Narrador da história, o cético repórter britânico Thomas Fowler, correspondente de guerra em Saigon, desenvolve uma reflexão moral sobre a inutilidade dos conceitos do bem e do mal em meio a um conflito que viria a se transformar na Guerra do Vietnã. No triângulo amoroso do romance, Fowler enxerga na personalidade de um agente secreto dos Estados Unidos, Alden Pyle, o contraponto perfeito às observações que faz dos bastidores da vida social e política. Pyle, o “americano tranquilo”, é um jovem idealista enviado em uma missão misteriosa à Indochina durante o confronto entre tropas coloniais francesas e guerrilheiros comunistas. Ele se apaixona por Phuong, amante vietnamita de Fowler, cuja mulher mora em Londres. “Talvez estivesse estudando o sexo, assim como estudara o Oriente, na teoria. E a palavra-chave era casamento. Pyle acreditava no envolvimento”, afirma o narrador, Fowler, em um trecho do livro.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (7)Ver mais
    Mundo dos Livros picture
    Mundo dos Livros04/02/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Thomas Fowler é um correspondente britânico que passa a viver no Vietnã para cobrir a Guerra da Indochina. Durante o conflito marcado por grandes perdas humanas, ele conhece a bela Phuong, uma vietnamita que sonha em casar com um estrangeiro e sair do seu país. Mais velho e experiente que a jovem com quem se relaciona, ele já viu mais da vida do que seria capaz de enumerar. No entanto, durante todo aquele tempo, ele não recordava-se de possuir sentimentos de posse tão parecidos com o que estava sentido. E não era só a isso que ele possuía certa predileção, isso, porque, em um país onde bebidas e drogas eram servidas à vontade como um meio de aplacar as dores da perda, Fowler sempre estava disposto é mergulhar nos efeitos do ópio. Nesse ínterim, o velho homem conhece o jovem idealista americano, Pyle, e de pronto, sente-se compelido a tolerá-lo e a ouvir as suas ideias de alguém tão influenciado pelos pensamentos do escritor fictício York Harding. Convivendo juntos naquele lugar destruído pela guerra, Fowler e Pyle tem uma dura missão pela frente: a de decidir quem será o primeiro a recuar na empreitada pelo amor de Phuong. Isso, porque, enquanto que o velho a mantém como amante em uma vida de prazeres carnais, o jovem anseia por casar com a mulher mesmo sabendo do seu passado. Em meio aos embates causados pelas desventuras amorosas desse peculiar triângulo, o plano de fundo narra uma história própria de dores, perdas e mistérios. "O Americano Tranquilo" é o tipo de obra que permeia o imaginário dos leitores anglofános, principalmente por ter sido escrito pelo brilhante, Graham Greene. O escritor que mesmo sendo o titular de 60 livros ainda exercia a profissão de jornalista, morreu aos 87 anos de idade deixando para trás um verdadeiro retrato das relações humanas com todos os seus defeitos e peculiaridades. Não acredito que seja um exagero dizer que esse livro é um dos seus principais escritos, pois tratando das profanidades típicas de um relacionamento extraconjugal, ainda temos o "plus" advindo das dificuldades próprias de quem tem que escolher entre o amor e a amizade. Apesar da história ter sido adaptada duas vezes para o cinema (1958 e 2002), confesso que ainda não assisti nenhum dos longa metragens. A razão para essa escolha foi a impressão forte e poética que a obra deixou em mim. Temi - e ainda temo - ver os filmes e me deparar com uma adaptação deturpado que se embase no romantismo ou pior, no enaltecimento da atuação americana em solo vietnamita. Por ter sido o meu primeiro contato com o autor, senti-me uma estrangeira em meio a suas palavras, apesar da obra ser pequena e o autor direto com o que quer dizer, as divagações do personagem Fowler me causaram certo incomodo que eu não estava preparada para lidar. Principalmente, porque lendo o livro com o pensamento de uma mulher moderna, foi incontrolável o meu revirar de olhos diante das diversas passagens em que Phuong é tratada como uma mercadoria de troca não só pelo correspondente quanto pela irmã de sua amante. Sua voz nunca é ouvida e o que sabemos acerca dela é o que Fowler nos relata. No entanto, há de se convir que isso é uma consequência direta da prosa do autor que se filia ao realismo e ao retrato fidedigno de uma sociedade maculada pelo preconceito e a objetificação feminina. Além disso, os tempos eram outros e por mais que se insista em colocar um olhar moderno sobre uma obra, há momentos que isso é impossível pois a insistência poderá acarretar na perda qualitativa do texto. Por todo o exposto, certamente essa não será a única obra do autor que lerei. Após a experiência enriquecedora que eu tive no que concerne as relações humanas e todas as suas conexões, jamais olharei para um livro de Graham Greene da mesma maneira.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 55
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
    Graham Greene profile picture

    Graham Greene

    Henry Graham Greene nasceu na Inglaterra, em 1904. Aos 13 anos, vai para um colégio interno; solitário e humilhado pelos colegas, tenta o suicídio várias vezes. É então mandado para Londres, onde faz tratamento psiquiátrico por seis meses. Seu analista o encoraja a escrever e o introduz no seu círculo literário. Em 1925, publica seu primeiro livro, de poesia. Estuda em Oxford e, em 1926, converte-se ao catolicismo por influência de sua namorada, Vivien, com quem se casaria no ano seguinte. Entre 1926 e 1930, trabalha como editor no jornal The Times, de Londres. Seu primeiro romance, O Homem Interior, é de 1929. No mesmo ano, deixa o The Times e passa a atuar como crítico literário e de cinema no Espectator, onde fica até 1940. Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalha para o governo inglês nos ministérios da Informação e do Exterior -e também como agente secreto. Nas décadas seguintes, continuaria a escrever ficção e exercer o jornalismo. Morre em Vevey, na Suíça, em 1991. Greene é um dos escritores ingleses mais lidos do século 20. Publicou mais de 60 livros, entre romances, contos, peças de teatro, relatos de viagem, ensaios, roteiros de cinema e biografias. Teve muitos de seus livros adaptados para o cinema, como Expresso do Oriente (1932) e O Terceiro Homem (1949). Entre outros livros de renome mundial, ele é o autor de O Poder e a Glória (1940), O Americano Tranqüilo (1955) e O Cônsul Honorário (1973), sem falar em Nosso Homem em Havana (1958).

    85 Livros
    90 Seguidores

    Graham Greene