Como eu já havia lido os dois volumes anteriores (Os Pilares da Terra I e II) aos quais, teoricamente, a história de Mundo sem Fim se segue, resolvi encarar esse calhamaço de 940 páginas, depois de deixar o livro mofando um bom tempo na estante (precisa de boa dose de coragem pra encarar um livrão desses, vamos combinar).
Mas não me arrependi.
É um Romance Histórico e passa-se no século XIV na Inglaterra, cujo foco central é um vilarejo, o priorado de Kingsbridge.
A história mistura religião com poder e pecado, paixões com abnegações, medicina antiga e sobrevivência e mostra um rico panorama da Inglaterra medieval. São inúmeros acontecimentos e personagens que não permitem que o livro se torne cansativo.
É de louvar que um livro possa ser tão grande e com uma narrativa tão interessante que mantém o interesse do leitor até o fim (desnecessário dizer que estou falando de leitores que gostem de romance histórico).
Meu único senão ficou por conta de excessivas e desnecessárias detalhadas descrições sexuais. Acho que um erotismo iria bem e a sugestão das relações sexuais já estaria a contento. Não falo por puritanismo, mas sim porque o autor não precisava lançar mão desse tipo de expediente para prender a atenção e acho que isso acaba por empobrecer um pouco o trabalho.
Para quem gosta do estilo, uma dica: tome coragem, dê o primeiro passo e encare o livrão. Depois disso, deixe que ele se encarregue de fazer com que você não o abandone!
E não acho que precise ter lido os dois volumes anteriores para entender o livro. Em Mundo sem fim as referências aos personagens de Os Pilares da Terra são mínimas e não comprometem o entendimento. Mas para quem já leu, melhor ainda! :-)))