Miscelânea Septuagenária (L&PM POCKET #1212) - contos & poemas

    Charles Bukowski

    L&PM
    2016
    444 páginas
    14h 48m
    ISBN-13: 9788525434029
    Português Brasileiro

    Charles Bukowski é um daqueles autores cuja vida e obra às vezes e parecem e até se confundem. Tendo se tornado conhecido como escritor nas décadas de 1960 e 970 versando sobre temas como alcoolismo, autodestruição, a vida dos marginalizados, a falta de perspectiva, o ignóbil e o patético que permeiam a existência humana, a transitoriedade e tudo, não deixou de causar impacto quando, em 1990, ele chegou à idade e 70 anos – contrariando todas as expectativas. Foi para comemorar tal marca que publicou, no mesmo ano, Septuagenarian Stew, com poemas e contos até então inéditos. Este volume é publicado agora no Brasil ela primeira vez, disponibilizando, assim, novo material do autor. Além de seus temas perenes, abundam aqui textos sobre escrever, sobre a vida de escritor profissional, sobre o ato criativo. Em seu estilo direto, econômico, irônico, recheado com diálogos magistrais, Bukowski mais uma vez surpreende seus leitores: nem tudo são garrafas vazias, sexo sórdido, ausência de comunicação e desesperança: há a arte – e Bukowski o afirma com a sabedoria e o humor ferino característicos dos septuagenários.

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    Carlos Fellipe18/03/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Setenta anos do poeta marginal...

    O que dizer sobre Charles Bukowski? Meu escritor favorito. Tenho todos os seus livros e "Miscelânea Septuagenária" é uma de suas melhores obras. O livro foi lançado para comemorar seus 70 anos. Em "O capitão saiu para o almoço..." Bukowski diz que depois de velho estava escrevendo melhor - e é verdade. Este livro, dividido de uma forma incomum entre contos e poemas, é uma prova disto. Primeiramente falarei dos contos: todos eles são excelentes! Muito bem escritos, versando sobre temas como alcoolismo, autodestruição, a vida dos marginalizados, a falta de perspectiva, o ignóbil e o patético que permeiam a existência humana. Meus contos favoritos são "O filho do diabo" (a infância de Henry Chinaski, seu alter ego) e o último conto que fala sobre os bastidores de "Crônica de um amor louco", filme que ele não gostou, segundo demonstrou na narrativa. Os contos são os melhores de sua carreira, depois de os de "Ao sul...". Agora falaremos dos poemas: nem todos são bons. Eu diria que de 100%, 30% são descartáveis, 50% são medianos e 20% são excelentes. Em "O capitão saiu para o almoço..." Bukowski diz que estava escrevendo aos 70 anos muitos poemas por dia. Bom, creio que nem sempre quantidade significa qualidade. Atenção ao poema "trapos, garrafas, sacos" que fala sobre sua infância, assunto já abordado em "Misto-Quente".

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