Essa história parece uma junção de três outros livros da Diana Palmer: Perigoso (pelo histórico do mocinho), Amelia (pelo histórico do pai da mocinha) e Adorável Texano (pelo dramalhão <i>eu-sou-pobre-ela-é-rica</i> que o teimoso do mocinho insiste em fazer). Misture tudo isso num liquidificador e temos <i>Defender</i>. Sari é a pobre menina rica, com todas as características de uma mocinha da Diana Palmer: virgem, inocente e sofredora. Paul, como um agente federal treinado, foi bem obtuso ao não notar as barbaridades que aconteciam naquela casa, levando em consideração que ele era o chefe da segurança e morava há anos debaixo do <i>mesmo</i> teto que a família Grayling. Surreal como ele não chegou nem a desconfiar que algo estava muito errado ali. Se você já leu muitos livros da autora, sabe bem o que esperar de suas histórias. Aqui não há nada de novo no enredo, exceto talvez pelo mocinho não ser um ogro. Paul gosta e se preocupa com Sari desde o começo, mas essa insistência dele em não querer se relacionar com a mocinha, mesmo sendo visivelmente apaixonado por ela, foi cansativa. Por causa disso, a história praticamente não teve romance.
O livro tem <b>17 capítulos</b>. Do 1 ao 6 é narrado o período em que Paul trabalhou para o pai da mocinha. Foi desnecessariamente longo, poderia muito bem ter sido resumido e contado em <i>flashbacks</i> no decorrer da história. No capítulo 7 há um salto de três anos e é aí que a história começa de verdade, e finalmente fica interessante. Particularmente, prefiro que a história comece no presente, sem passagem de tempo no meio (só nos epílogos). Mas nos últimos livros da Diana Palmer é isso que vem acontecendo: a história começa num certo ponto e os anos vão passando — pra minha agonia e desespero. Como eu disse, quase não tem romance aqui. Somente lá pelo capítulo 14 (são 17 ao todo, lembram?), já quase no final da história, é que a coisa começa a caminhar nesse sentido. Mesmo assim não dura muito, por causa da indecisão do mocinho. Aí quando parece que a coisa vai rolar de vez, o mocinho dá pra trás de novo. <i>Haja paciência!</i> Se a mocinha não tivesse resolvido fazer o que fez, esse romance não teria rolado nunca. O foco do livro acabou sendo mais a trama policial, bem previsível por sinal. Não é que tenha sido ruim. Uma vez passados os 6 primeiros tediosos capítulos (e ignorando o fato do romance praticamente inexistente), até que o livro conseguiu me prender. A única coisa que realmente me irritou aqui foi mesmo a teimosia, indecisão e orgulho besta do mocinho. E lá vem <b>SPOILER</b>: O cara foi embora por 3 anos por não querer se envolver com a mocinha, voltou, resolveu que queria a mocinha, prometeu nunca mais deixá-la, mas no primeiro obstáculo ele caiu fora de novo. Aí a vida deu um tapa na cara dele, que levou um susto dos grandes, correu atrás do prejuízo, prometeu que agora era pra valer e não ia mais embora, só para voltar a ter dúvidas NAQUELE MESMO DIA. Nossa, como isso me irritou! Paul não foi ogro, mas foi frouxo. Antes tivesse sido ogro, porque mais vale um ogro arrependido, do que um frouxo indeciso. <i>#ProntoFalei</i>
Eu já tinha lido alguns comentários negativos sobre esse livro, então a minha expectativa não era muito alta. Talvez por causa disso o achei melhor do que eu esperava. <i>Defender</i> não foi tão ruim. Mas se o romance tivesse sido mais trabalhado, teria sido infinitamente melhor. Mesmo assim, não me arrependo de ter lido. Se recomendo? Claro! É Diana Palmer. Eu falo, falo, posso até reclamar, mas no final das contas, os livros dela sempre são uma boa pedida!
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