O seu segundo cérebro
Superinteressante Nº 362 (Julho de 2016) - O seu segundo cérebro
não informado
Interessante o texto da seção "Mil Palavras", sobre a extinção do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação). O evento não teve espaço na mídia, passando despercebido na maioria da população, que também mostra-se alienada à representatividade do fato. O autor ressaltou que as pesquisas no país estão associadas em sua maior parte a entidades públicas, onde o MCTI é imprescindível no investimento e gerenciamento nesse meio. Por interesses escusos, as pesquisas nunca foram prioridade governamental e o recurso usado sempre foi mínimo e atrelado a uma ideia de gasto e não investimento. Aspecto apontado como decisivo para a extinção do respectivo Ministério. Pior que isso, e não duvido, que esse orçamento será canalizado para interesses eleitorais no ano em que estamos. O texto cita a mobilização que houve no meio cultural pela extinção do Ministério da Cultura, que pressionou o governo para recriá-lo e foi bem sucedido (cá entre nós, cheio de sugadores de verbas nacionais e contando para o sucesso com o carisma de personagens midiáticos). Pena que nossa comunidade científica não tem a mesma valorização, apesar de ser muito mais relevante (minha opinião). Fico pensando: como o país, com a disponibilidade gigante de campos de pesquisas, não assume isso e deixa que outras nações explorem esse aspecto e tenham o ganho que deveria ser nosso. Continuando a folhear a revista, na seção "Fatos", a gente vê a Índia avançando em pesquisas (espaciais) e o Japão se dando até ao luxo de conjecturar algo cientificamente exótico para as próximas Olimpíadas, que sediarão. Seja lá o que for, ainda que pareça Ignóbel em minha reles percepção (como a pesquisa da Universidade Masschusertts na pág. 12 sobre robôs no mecanismo de excreção), são resultados do investimento no setor da Ciência e Tecnologia (que deram fim nesse Governo como Ministério). Enquanto isso, como a nota da pág 13, veja a que nossos políticos estão dando mais atenção e importância. Que engraçada a matéria sobre emojis. De fato estão virando um tipo de linguagem universal cada vez mais destacada nas mídias sociais. Lembrei de um caso recente no whatsapp, onde fiz uma graça em tom irônico com uma moça. Quase perco a amizade, pois as palavras não foram suficientes para a percepção que queria provocar e fui alertado, de maneira muito brava, que deveria ter colocado uma carinha rindo ou engraçada no final. Eita! Lascou-se, pois acho isso um fru fru que não me empolga e que me deixava admirado desde o tempo do Messenger no Orkut, quando escrevia algo e as respostas vinham cheias de frescurinhas. Ah, mas estou tentando mudar e expandir meu vocabulário de emojis, onde também costumo ter gafes. Eu lá sabia, por exemplo, apesar de nunca ter usado, que se enviar uma beringela estarei sugerindo um pênis! Uma curiosidade banal que deixo em registro: o emoji mais usado no mundo é o da carinha feliz com lágrimas no canto dos olhos. Ah, legal! ;-) ^-^ *-* #aprendendo (Esses são emoticons, outra coisa). Af! #MuitaDoidiceParaMim :-o Ah, doidice mesmo, no sentido maluco beleza, foi conhecer a sueca Simone Giertz, inventora de uns tais robôs cagados (inúteis). KKKKKK! Me diverti com uns vídeos dela no YouTube e talvez ela faça uma crítica ao admirável mundo moderno de futilidades. Só virar a página e vai ver a valorização dada ao mundo dos videogames, onde o campeão torna-se milionário. Nada contra, mas essa não é minha praia. Gostei também do texto sobre agroflorestas, destacando a sintropia. Ei! Esse tema está sendo trabalhado na novela do "Chico Velho" - desculpa para dizer que não sei direito o nome da novela após críticas à futilidades (KKKKK! SQN). A Agrofloresta parece que é um conceito que tende a crescer, mas por absoluta necessidade mesmo e não idealismo. Tomara! Até na Amazõnia já temos secas severas... Há de se esperar também uma resposta do capitalismo interesseiro. Não me empolguei com a reportagem de capa, que parece ter um entusiasmo em coisas obvias (observado desde o editorial). O Sistema Digestivo é um laboratório que influencia todo o corpo e essa é a moral do texto. Novidade aí? Não tive empatia, mas o texto é interessante. Eu que o diga, pois esse sistema mudou minha vida no momento, por estar em sério tratamento contra refluxo, com a garganta inflamada e corroída. Af! Deus me abençoe nessa cura antes de tudo. Finalizando, deixo em registro o livro "Vencendo a morte", do médico brasileiro J. M. Orlando. O tema é o avanço da Medicina pelo impulsso nada atrativo das guerras, mas significativo. Quero ler e acho que já tinha visto algo sobre essa obra na revista "Aventuras na História". Mais um incentivo para encontrá-lo.
Estatísticas
Avaliações
4 / 15- 5 estrelas53%
- 4 estrelas13%
- 3 estrelas27%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas7%



