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    O Rouxinol e o Imperador da China -

    Hans Christian Andersen

    Global
    2005
    50 páginas
    1h 40m
    ISBN-10: 8526009257
    Português Brasileiro
    3.9
    390 avaliações
    Leram788Lendo33Querem186Relendo0Abandonos1Resenhas24
    Favoritos14Desejados186Avaliaram390

    Mais uma narrativa de Hans Christian Andersen, adaptada por Cecília R. Lopes, com ilustrações de Cláudia Scatamacchia. A história versa sobre a amizade entre um rouxinol e o imperador da China. Esse desconhecia a existência do pássaro. Descobre-o ao receber um livro de presente no qual está escrito que a maior beleza de seu reino era o canto do rouxinol. Surpreendido, ordenou que o procurassem. O rouxinol encantou tanto que fez o imperador chorar. Depois de um tempo, ele recebeu de presente um sofisticadíssimo rouxinol mecânico. Diante do sucesso do outro, o rouxinol é expulso do palácio. Todas as noites o rouxinol artificial cantava, até que um dia quebrou. Consertado, só poderia cantar uma vez ao ano. Depois de alguns anos, o imperador adoeceu. Em uma noite, sentiu que a morte se aproximava. Então, uma linda canção quebrou o silêncio. Era o rouxinol de verdade pousado num galho lá fora. Ouvira falar da doença do imperador e viera oferecer esperança e conforto com seu canto.

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    Lu Fauves picture
    Lu Fauves27/05/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Introdução à Política

    Mais uma leitura estimulada pelo projeto de trazer os livros para o cotidiano da minha criança. Quando pequena li essa história, mas, à época, não a entendi completamente. Hoje, sob a luz da maturidade, compreendo enfim que se trata de uma obra política -- localizada na China, obviamente, para não ferir a suscetibilidade das monarquias europeias. É impossível não se atentar ao fato dos cortesãos não saberem distinguir o coaxar das rãs do gorjeio de um rouxinol. Mais curioso ainda é o imperador somente se dar conta da existência do rouxinol através de livros estrangeiros, denunciando que o monarca não conhecia o que se passava em seu próprio reino. Aliás, qualquer semelhança com nossas elites e governos não é mera coincidência. Hans Christian Andersen escreveu uma belíssima metáfora que nos leva a entender porque as decisões dos "de cima" estão sempre desconectadas dos anseios do povo. A enorme alienação do primeiro grupo é algo que não pode ser aceito com passividade, já que afeta o destino dos mais vulneráveis. Enfim... Essas foram as minhas perceções sobre a obra. Se há algo diferente a ser captado, recomendo que também empreendam essa busca.

    12 curtidas

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    Hans Christian Andersen profile picture

    Hans Christian Andersen

    Hans Christian Andersen era filho de um sapateiro e sua família morava num único quarto. Apesar das dificuldades, ele aprendeu a ler desde muito cedo e adorava ouvir histórias. A infância pobre deu a Andersen a chance de conhecer os contrastes de sua sociedade, o que influenciou bastante as histórias infantis e adultas que viria a escrever. Em 1816, seu pai morreu e ele, com apenas 11 anos, precisou abandonar a escola, mas já demonstrava aptidão para o teatro e a literatura. Aos 14 anos, Andersen foi para Copenhague, onde conheceu o diretor do Teatro Real, Jonas Collin. Andersen trabalhou como ator e bailarino, além de escrever algumas peças. Em 1828, entrou na Universidade de Copenhague e já publicava diversos livros, mas só alcançou o reconhecimento internacional em 1835, quando la

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    Hans Christian Andersen