A Dead Djinn in Cairo foi uma recomendação de uma amiga do Skoob, e foi uma das melhores que já recebi. P. Djeli Clark conseguiu em 40 páginas o que muitos autores não conseguem em 100. Ele criou uma Cairo alternativa no ano de 1912 cheia de seres místicos e interessantes, utilizando-se da mitologia árabe e de teologia, mas servindo sua própria visão criativa para desenvolvê-los. Assim como Porém Bruxa, essa história é uma fantasia urbana com muitos elementos steampunk e um forte teor de suspense, e nos apresenta um monte de personagens fascinantes que o autor teve muito pouco tempo para apresentar e os fazer críveis. E ele consegue isso com perfeição. Sério, o autor conseguiu me envolver na história de forma quase imediata com muito pouco. Sua protagonista Fatma é meu tipo de personagem: confiante, inteligente e autossuficiente, sobre a qual você fica curioso para saber mais. E ao redor dela temos outros personagens ainda mais instigantes. A exemplo disso são as mulheres do grupo religioso secreto The Lady of Stars como a Siti. EU AMEI essa parte da história; tão intrigante. Enfim, não posso me estender muito mais em uma resenha de uma novela tão curta, mas eu terminei A Dead Djinn admirada com o excelente trabalho desse autor que conseguiu em tão pouco tempo criar um mundo complexo, cheio de elementos interessantes, e mais um tanto de seres incríveis como anjos em corpos mecânicos, djinns e gouls envolvidos em conspirações. Não tenho mais a dizer, só recomendar essa preciosidade e ler tudo o mais que eu puder do P. Djeli Clark.
P.S.: O audiobook com a atriz Suehyla El-Attar faz da experiência de imergir nessa história ainda maior e melhor.