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    Babel - Entre a Incerteza e a Esperança

    Zygmunt Bauman

    Zahar
    2016
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-13: 9788537815847
    Português Brasileiro
    3.9
    58 avaliações
    Leram98Lendo13Querem203Relendo0Abandonos3Resenhas7
    Favoritos4Desejados203Avaliaram58

    Leitura obrigatória para entender esse tempo de incertezas Nada parece estar mais em seu lugar no mundo. Estamos entre o que deixou de ser e o que ainda não é. Nenhum dos movimentos sociopolíticos que ajudaram a minar as bases do velho mundo está pronto para herdá-lo. Não surgiu nenhuma ideologia ou visão consistente que prometa dar forma a novas instituições para este novo mundo. De um lado, problemas políticos e econômicos produzidos globalmente devem ser solucionados localmente por governos que hoje não encarnam mais os antigos Estados-nação. De outro, uma hiperconectividade que pode dar, através das redes sociais, a sensação ilusória de ativismo e participação política, mas que funciona muitas vezes como mero desencargo de consciência. No meio, o tecido movediço que rege as relações incertas de nosso tempo e no qual, ainda assim, sobrevive a esperança. Sob a forma de um amplo diálogo, Zygmunt Bauman e Ezio Mauro discutem os impasses do capitalismo globalizado, os perigos do enfraquecimento da democracia e o papel da esperança que resiste - para os dias de hoje e os que virão.

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    Erinaldo Santos picture
    Erinaldo Santos13/04/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    A democracia é uma ilusão hoje ? Quid est veritas?

    Um diálogo interessantíssimo entre Zygmunt Bauman e Ezio Mauro, o livro está dividido em três capítulos 1. Num espaço desmaterializado 2. Num espaço social em transformação 3. Solitários interconectados Os dois primeiro capítulos debatem sobre os impasses do capitalismo globalizado, onde as relações interpessoais passaram a enfraquecer devido a facilidade que o mundo virtual nos trouxe de substituir pessoas e laços que antes eram formados por experiências cotidianas de contato e confiança e hoje esses mesmos laços são facilmente substituido com um simples clique do mouse no botão "unfollow", as redes sociais nos induzem a entrar numa bolha social de homogeneidade, nos conduzindo a pessoas que pensam e agem como nós e nos afasta daqueles que tem um pensamento diferente, coisa que não podemos fazer no "mundo real", aqui fora há a difença de pensamentos e opiniões o que faz o mundo virtual ser mais atrativo e prático, tornando as pessoas emocionalmente distantes, incapazes de se relacionar no "mundo real" e de manter uma relação de convivência duradoura. Também é debatido o enfraquecimento da democracia, hoje vivemos um período de desconfiança política, não acreditamos na mudança do governo e como diz Bauman, estamos "expostos por um governo à mesmas misérias que esperaríamos de um país sem governo", o que atua intensificando difenças e distâncias sociais. Nessas condições o político age pelo político e o povo não consegue ser ouvido, o que faz surgir o neopopulismo que tanto fascina as massas dispersas e decepcionadas, uma nova maneira de trazer o cidadão de volta para o campo do discurso público, que se torna mais e mais deserto a cada dia. Ainda existe democracia neste século ou é só uma ilusão? O último capítulo é um debate bastante reflexivo assim como todo o resto, trazendo conceitos como "slacktivismo" ( pessoas que apoiam uma causa social apenas por desencargo de consciência) e o terrorismo exercido através das redes. Para finalizar se vivemos entre o que já não é e o que ainda não é, e devemos construir o novo, Quid est veritas?

    4 curtidas

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    3.9 / 58
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
    Zygmunt Bauman profile picture

    Zygmunt Bauman

    Foi um aclamado sociólogo polonês. Professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia até seu falecimento, iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde teve artigos e livros censurados e em 1968, sendo afastado da universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular da universidade de Leeds. Lá conheceu o filósofo islandês Ji Caze, que influenciou sua prodigiosa produção intelectual, pela qual recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, por sua obra Modernidade e Holocausto) e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra).

    62 Livros
    787 Seguidores

    Zygmunt Bauman