Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições6
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas44
    • Leitores3555
    • Similares3
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O livro do riso e do esquecimento -

    Milan Kundera

    Companhia de Bolso
    2008
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788535913606
    Português Brasileiro
    4
    938 avaliações
    Leram1766Lendo92Querem1660Relendo4Abandonos33Resenhas44
    Favoritos105Desejados1660Avaliaram938

    O livro do riso e do esquecimento é uma narrativa entrecortada de erotismo e imagens oníricas. Em sete partes aparentemente autônomas o autor lança um olhar agudo e amargo sobre o cotidiano da República Tcheca após a invasão russa de 1968: as desilusões da juventude, a desorientação dos intelectuais, a prepotência dos líderes políticos, tudo converge para o esquecimento, imposto ou voluntário, individual ou coletivo. Como em A insustentável leveza do ser, Kundera articula de forma admirável, muitas vezes invisível, o destino individual dos personagens e o destino coletivo de um povo, a vida ordinária de pessoas comuns e a vida extraordinária da História.

    Edições (6)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (44)Ver mais
    Alexandre Figueiredo picture
    Alexandre Figueiredo27/06/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Os três pês de Kundera

    Milan Kundera é um dos mais celebrados romancistas contemporâneos. Não por acaso, o autor tcheco está sempre cotado para ganhar o Prêmio Nobel. Em “O livro do riso e do esquecimento”, Kundera vai guiar os leitores sob três temas principais que eu jocosamente chamarei de os “três pês” de Kundera. Vamos ao primeiro “p”: Praga. A capital da atual República Tcheca é parte indissociável da identidade de Milan Kundera e, portanto, de sua literatura. A história reforça essa ligação. A antiga Tchecoslováquia, que foi libertada pelo regime comunista soviético em 1945 das garras nazistas, posteriormente revelou o que todos nós já sabemos: que a ambição é um mal sem limites. Sob asas soviéticas, o país que sonhava com um “socialismo de face humana” teve uma fracassada tentativa de “russificação”, culminando na famosa Primavera de Praga, em 1968, tão cara ao autor e intrinsecamente ligada à sua história. Sob a perspectiva de um cidadão exilado desde 1975, pois foi privado de sua cidadania checa até 2019, quando seu país lhe devolveu aquilo que o escritor jamais deixou de ter, Kundera exerce o olhar privilegiado de quem não tem amarras. E é através dele que tenta analisar o que significa fazer parte de uma nação que foi usurpada por ideais que pregavam a uniformização, a centralização e a completa ausência de discordância. E isso nos leva ao segundo grande tema do livro. O próximo “p” é, talvez, o mais importante da obra: o passado. É através dele que o autor irá trabalhar filosófica e existencialmente a ideia do esquecimento e o que ele representa dentro da memória coletiva. Sob esse eixo de raciocínio é que se dá a principal ligação das sete histórias presentes na narrativa não linear do romance, que às vezes se mesclam ou se somam a outros estilos, como o conto e o ensaio, tudo sem aviso prévio aos leitores. O passado interessa muito mais que o futuro, concluirá Kundera. Mas em meio ao ousado hibridismo técnico, que impossibilita definir o gênero predominante do livro, Kundera irá mostrar que há algo que não se pode abdicar em tempo algum, o que nos leva ao último tema. O terceiro “p” é o que está presente nas mais variadas formas de expressão das personagens: a política. Para Kundera, a política se expressa até nos mínimos detalhes e em todas as ocasiões. É a política que define o sexo, que define as relações de poder e que impiedosamente exerce influência nas emoções. E é por isso que o escritor elege, poeticamente, o riso como uma válvula de escape alegórica. O riso é a expressão do fim, da dor, do inevitável diante do absurdo. É aqui também que o autor traz elementos da sua conhecida predileção pelo erotismo, com passagens que inevitavelmente esbarram no machismo que todos os homens carregam e parecem - como devem parecer - anacrônicas. Este “O livro do riso e do esquecimento”, primeiro romance escrito na França - mas ainda em checo - pelo exilado Kundera é o testemunho de uma necessidade humana: a de contar. Milan Kundera conta porque é necessário saber, é necessário refletir, pois no fim tudo não passa de histórias e delas, como o romancista sabe muito bem, o tempo não se desfaz.

    94 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 938
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
    Milan Kundera profile picture

    Milan Kundera

    Milan Kundera é um autor tcheco. Nascido no seio da erudita família de classe-média do senhor Ludvik Kundera (1891-1971), um pupilo do compositor Leoš Janáček e um importante musicólogo e pianista, o cabeça da Academia Musical de Brno de 1948 à 1961. Kundera aprendeu a tocar piano com seu pai. Posteriormente, ele também estudou musicologia. Influências e referências musicológicas podem ser encontradas através de sua obra, a ponto de poder-se encontrar notas em pauta durante o texto. O autor completou sua escola secundária em Brno, em 1948. Estudou literatura e estética na Faculdade de Artes da Universidade Charles mas, depois de dois períodos, transferiu-se para o curso de cinema da Academia de Artes Performáticas de Praga onde realizou suas primeiras leituras em produção de scrpits e direção cinematográfica. Em 1950, foi temporariamente forçado a interromper seus estudos por razões políticas. Neste ano, ele e outro escritor tcheco - Jan Trefulka - foram expulsos do Partido Comunista Tcheco por "atividades anti-partidárias". Trefulka descreveu o incidente em uma de suas novelas, Kundera usou o incidente como inspiração para o tema principal de seu romance A Brincadeira, de 1967. Em 1956, porém, Kundera foi readmitido no Partido Comunista. Em 1970, porém, foi novamente expulso. Kundera, assim como outros artistas tchecos como Václav Havel, envolveu-se na Primavera de Praga de 1968. O período de otimismo, como se sabe, foi destruído no agosto do mesmo ano pela invasão soviética com exercito do Pacto de Varsóvia à Tchecoslováquia. Kundera e Havel tentaram acalmar a população e organizar um levante reformista frente ao totalitarismo comunista da União Soviética. Permaneceu neste intento até desistir definitivamente, no ano de 1975. Vive na França desde 1975, sendo cidadão francês desde 1980. Seus romances geralmente tratam de escolhas e decepções. Em seus livros é recorrente a crítica ao regime comunista e à posterior ocupação russa de seu país, em 1968, quando foi exilado e teve sua obra proibida na então Tchecoslováquia. Entre outros prémios, Milan Kundera recebeu, pelo conjunto da sua obra, o "Common Wealth Award" de Literatura (1981) e o "Prémio Jerusalém" (1985). Sua obra principal, "A Insustentável Leveza do Ser" ganhou em 1988 uma adaptação para o cinema, sob a direção de Philip Kaufman e com Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche e Lena Olin no elenco. Recebeu 2 indicações ao Oscar e reconhecimento mundial. Desde então Milan Kundera nunca mais autorizou a adaptação cinematográfica dos seus romances.

    96 Livros
    834 Seguidores

    Milan Kundera