Triste Fim de Policarpo Quaresma (A Obra-Prima de Cada Autor #23) -

    Lima Barreto

    Martin Claret
    2007
    215 páginas
    7h 10m
    ISBN-13: 9788572323543
    Português Brasileiro

    Policarpo Quaresma ama o Brasil. Ama porque é a terra mais fértil do mundo, porque tem a fauna e a flora mais lindas e exuberantes, porque é a cultura mais rica, a melhor comida, em variedade e sabores, porque possui as mulheres mais belas e, segundo ele, até mesmo... os melhores governantes. Funcionário público, fluente em tupi, estudioso da cultura indígena e grande apreciador das modinhas de violão — para ele, o único estilo de música verdadeiramente nacional —, Policarpo, como Dom Quixote de La Mancha, enfrenta moinhos de vento para provar a todos o seu ponto de vista, bradar ao mundo o amor por sua musa, não a Srta. Dulcineia de Toboso, mas a mui amada pátria brasileira. Mas, afinal, que fim poderia ter a aventura de Policarpo? Repleto de personagens fortes e carismáticos, o romance de Lima Barreto é, ao mesmo tempo, um ensaio sobre o idealismo, uma crítica profunda, mas permeada de comicidade, da realidade brasileira do fim do século XIX e início do XX e um retrato das mudanças pelas quais o Brasil passava naquele momento, como o despertar do feminismo. Lindo, inteligente, comovente! Um clássico da literatura nacional.

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    Jonara Oliveira21/03/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Dom Quixote Brasileiro

    O coitado do Policarpo Quaresma é um dos meus personagens preferidos. Um sujeito que lia demais, e era ridicularizado por todos, que não achavam certo alguém ter em casa tantos livros. Ele resolve pesquisar os verdadeiros costumes nacionais e é tachado de maluco. Por causa dessas pesquisas acontecem as mais engraçadas e tristes cenas, nunca vou me esquecer de quando ele recepciona as visitas e começa a chorar desesperado, num ritual indígena... é uma das coisas mais engraçadas que já li! Tudo dá errado na vida do pobre Policarpo, que sempre foi honesto, bem intencionado e teve bom coração. Ao redor dele, quase tudo é mesquinharia, mentira, preguiça e falsidade. O livro faz uma ótima critica do período. E o fim, não poderia ser mais triste. O coitado finalmente vê que esteve lutando contra moinhos de vento. Pra mim, um dos melhores da literatura nacional.

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