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    A origem dos modos à mesa (Mitológicas #3) -

    Claude Lévi-Strauss

    Editora Cosac Naify
    2016
    524 páginas
    17h 28m
    ISBN-13: 9788575035030
    Português Brasileiro
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    Publicado pela primeira vez em 1968 e finalmente disponível em português A origem dos modos à mesa é o terceiro volume da tetralogia Mitológicas, obra de fôlego que Claude Lévi-Strauss dedicou à análise estrutural dos mitos dos povos ameríndios. Nele, o autor concentra-se nos códigos de civilidade, abordando temas fundamentais como a reflexão sobre a moralidade ameríndia, a digressão sobre a passagem do mito ao romance e o projeto de uma etnologia culinária. Enquanto 'O cru e o cozido' e 'Do mel às cinzas' trazem apenas mitos da América do Sul, este terceiro livro da coleção avança em direção às planícies da América do Norte. O autor adverte no entanto que a leitura prévia dos outros volumes não é obrigatória, já que sendo a terra dos mitos redonda, não importa o ponto de largada, chegaremos aos mesmos lugares. Os mitos se transformam obedecendo a princípios estruturais comuns.

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    Claude Lévi-Strauss

    Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 1908, numa visita de seus pais, franceses, a Bélgica. Criador da antropologia estrutural, é um dos maiores intelectuais do século XX. Estudou direito e filosofia em Paris, nos anos 1930. Em 1934, recebeu o convite da missão francesa ao Brasil para a criação da Universidade de São Paulo, na qual, aos 26 anos, ocupou a cadeira de Sociologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Durante sua permanência no país, fez expedições ao interior, entre os povos Bororo, os Kadiwéu e os Nambikwara, recontadas mais tarde no seu célebre livro Tristes trópicos (1955). Foi a partir desses estudos no Brasil que Lévi-Strauss tornou-se etnólogo. Durante a Segunda Guerra, partiu para o exílio nos Estados Unidos, como professor da New School for Social Research. Na sua volta à França, lecionou na École de Hautes Études em Sciences Sociales e no Collège de France. Publicou O pensamento selvagem (1962) e Antropologia estrutural (1958, 1973), cujo primeiro volume foi reeditado pela Cosac Naify em 2008, mesmo ano em que teve sua obra incluída na coleção Pléiade, da editora francesa Gallimard. Ao longo de 20 anos dedicados ao estudo dos mitos dos povos indígenas americanos, escreveu sua obra maior, a série Mitológicas (1964, 1967, 1971, 1974; Cosac Naify). Fundou o Laboratório de Antropologia Social e a revista L’Homme (1961). Em 1973, passa a fazer parte da Academia Francesa. Faleceu em 1º de novembro de 2009, poucos dias antes de completar 101 anos.

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