O volume 38 de Cadernos Negros, lançado em dezembro de 2015, traz contos de vinte e um autores de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Sergipe, Pernambuco e Minas Gerais. É marcante a participação das escrtioras, em maior número neste volume. São textos que mostram o processo de amadurecimento da literatura afro-brasileira.
Cadernos Negros, volume 38: Contos afro-brasileiros (cadernos negros #38) -
organizadores Esmeralda Ribeiro, Márcio Barbosa
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Bom, esse é o segundo exemplar dos livros Cadernos Negros que leio, e dessa vez não tive contos preferidos, o livro como um todo me prendeu, me encantou. Normalmente quando leio livros de contos ou poesias sempre tem alguns que me identifico mais e nas resenhas acabo falando deles, mas dessa vez foi diferente, fiquei pensando como faria essa resenha se não consegui eleger um conto preferido, mas aí pensei "Vou é falar do livro todo" kkkk Então vamos começar, Cadernos Negros teve sua primeira publicação em 1978, neste volume o livro tinha a participação de oito poetas, o Cadernos Negros é lançado um por ano, sempre alternando poemas e contos, aqui devo confessar que estou dando preferência aos Cadernos Negros de contos kkkk, vários escritores e escritoras de diversos estados do Brasil tem suas obras publicadas nos Cadernos Negros, por exemplo, no Cadernos Negros Volume 30 tem um conto de Conceição Evaristo que também está publicado no seu livro Olhos D’agua. Quando peguei o livro fui logo pro final ver as fotos e saber quem eram as escritoras e escritores, reconheci alguns rostos e fiquei bem feliz, muitas são as escritoras Baianas e que participaram de um dos encontros do Lendo Mulheres Negras na edição Escritoras Baianas no Cadernos Negros, as escritoras são: Hildália Fernandes, Ana Fátima, Fátima Trinchão, outra escritora que já conhecia foi Cristiane Sobral, e aqui quero relatar que tem um escritor que conheci por causa dos Cadernos Negros e me despertou uma vontade enorme de ler outras obras suas, é o escritor Luiz Silva que usa o pseudônimo Cuti, leiam Cuti. A maioria dos contos do livro são contos com uma abordagem bastante forte e uma escrita direta, talvez por isso eu tenha tido certa dificuldade de eleger algum como preferência, o livro parecia ser continuo, os contos conversavam entre si, era quase imperceptível que eram contos separados, estavam interligados nos relatos das dores, das descobertas e redescobertas, nas lutas, nas vitórias e nos amores. Óbvio que cada escritor e escritora tem o seu modo de escrever e isso podemos identificar, inclusive umas das escritas que me chamou a atenção foi de Hildália Fernandes que durante todo o conto conversa com a leitora ou leitor, me lembrou bastante o modo de Machado de Assis e Carolina Maria de Jesus. Só uma curiosidade sobre o livro: os contos são dispostos em ordem alfabética dos nomes das (os) escritoras (es). Quero falar também que muito me alimenta a orelha do livro, sinopse e os textos de boas-vindas dos livros Cadernos Negros, já consigo perceber e sentir todo o poder da literatura negra nesses textos que são a entrada e que nos preparam para o banquete que são todos os contos. Pra mim a sobremesa são as fotos das escritoras e escritores e suas biografias, mas como sou bem ousada como toda a sobremesa antes de tudo kkkkk
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