Mesquinho, arrogante, mulherengo, bêbado e sem escrúpulos é o Pedro, personagem principal dessa trama que desde sua concepção conta sua história toda através de suas visões, ele já veio julgando, julgando sua família e mostrando o caráter dubio que iria carregar durante sua trajetória de vida, se mostrando o dono da razão e detentor do que seria certo e errado.
Estar no meio de uma família problemática e ainda criar uma amizade com Ricardo não ajudou em nada, já que o mesmo também tinha todas essas características, porem era de família religiosa em que todos se espelhavam, tinha lábia e sempre queria se dar melhor que o mais novo amigo. Os anos passam e as diversões que querem só vão aumentando de proporção e problemas.
Houve um momento de oportunidade para o amadurecimento de Pedro, quando ele se apaixona por uma garota certinha e que seria capaz de lhe mudar, é perceptível também o interesse dele em ser melhor, ter uma vida boa e pensar no futuro, como alguém que merece coisas boas, pois as pratica. Mas o jogo de sorte e azar está sempre em cena e seus planos não são os do criador, certo?
Em seu primeiro trabalho que foi tão desejado e suado ele percebe uma grande mudança em sua vida, como novos relacionamentos, mas também precisa enfrentar desafios inimagináveis para continuar subindo.
Pedro é um personagem difícil de gostar, se ele fosse real seria daqueles que prefiro manter uma enorme distancia. Os outros erram, são horríveis, mas ele também tem sua parcela de culpa.
Uma ótima escrita faz toda a diferença, de forma cômica e sarcástica acompanhamos todo o desenrolar da trama que tem seus pontos positivos e negativos também. A mensagem que fica é que mesmo avaliando nossas ações, tudo já está acertado, não temos controle entre a sorte e o azar.