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    O Ópio dos Intelectuais -

    Raymond Aron

    Três Estrelas
    2016
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-10: 8568493289
    Português Brasileiro
    4.1
    46 avaliações
    Leram61Lendo8Querem280Relendo0Abandonos2Resenhas7
    Favoritos6Desejados280Avaliaram46

    "Um dos principais ensaios políticos do século XX, O ópio dos intelectuais é também uma das mais vigorosas críticas já feitas ao marxismo e aos mitos da esquerda. Desde que foi publicado, em 1955, no auge da Guerra Fria e da influência do Partido Comunista sobre a intelligentsia ocidental, o livro tem sido acompanhado de intensos debates e polêmicas. O fim da União Soviética e a crise do projeto comunista não reduziram a sua importância." (Sinopse) Sobre o Autor Raymond Aron (1905-1983), filósofo e sociólogo francês, foi professor da École Nationale d’Administration (ena), da Universidade Sorbonne e do Collège de France. Após a Ocupação nazista da França, uniu-se à Resistência em Londres, onde editou o jornal France Libre. Ao retornar ao continente, participou da fundação da revista Les Temps Modernes, junto com Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty, com os quais posteriormente romperia. É autor de As etapas do pensamento sociológico (Martins) e O marxismo de Marx (Arx), entre outros livros.

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    Marcella Pimenta picture
    Marcella Pimenta31/05/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Sem Deus, o que está no altar dos intelectuais?

    Se, para Marx, a religião é o ópio do povo, o marxismo, para Aron, é o ópio dos intelectuais. Vi num vídeo no YouTube que o Mario Vargas Llosa citou este livro como alertou sobre os erros da ideologia em que ele acreditava. O autor se propõe aqui a apontar as causas da sedução que o socialismo/comunismo exerce nos pensadores (principalmente ateus), que traduzem a ideologia quase em uma religião. Os proletários são os salvadores, o comunismo é uma inevitabilidade histórica, e, mesmo que todas as experiências tenham falhado miseravelmente na promessa de "paraíso na Terra", os crentes não perdem a fé. Ah, e também não admitem contestação de seus dogmas, encobertos pelo manto da falsa racionalidade. Aron divide o livro em 3 partes: mitos políticos (esquerda, revolução e proletariado), idolatria da história e alienação dos intelectuais. Como ele é francês, a base do pensamento também é, daí os exemplos da Revolução Francesa e de intelectuais franceses, a exemplo de Sartre. Assim, creio que precisa de bagagem sobre esse período para compreender as relações que ele expõe. Quando fala de União Soviética, Stalin, Trostsky, Bukharin, as ideias ficavam mais claras pra mim, por saber minimamente quem são. Não é um livro pra iniciantes (considerando a linguagem e o arcabouço histórico) e não tem respostas simples. Talvez uma, uma verdade universal, inerente ao ser humano: a necessidade de acreditar em algo maior que si mesmo, que é possível um mundo melhor que o atual. E, pra isso, alguns perdem até a busca pela verdade. "O intelectual que não se sente mais ligado a nada não se satisfaz com opiniões: ele quer uma certeza, um sistema. A revolução é o seu ópio." (pag. 267)

    8 curtidas

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    4.1 / 46
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas54%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Raymond-Claude-Ferdinand Aron profile picture

    Raymond-Claude-Ferdinand Aron

    Foi um importante filósofo, sociólogo, jornalista, comentarista e cientista político francês. <br /> <br /> Seguiu a carreira de um acadêmico extraordinariamente bem-sucedido, superando seus pares em todas as etapas. Frequentou as classes de elite do Lycée Condorcet, foi admitido na École Normale Supérieure em um momento em que ela ainda era a principal grande école do país, prestou exame de agrégation nacional em filosofia em 1928 e foi premiado com o primeiro lugar. Preparou e defendeu uma tese de doutorado em filosofia e era universalmente considerado o filósofo mais promissor de sua geração quando a Segunda Guerra Mundial deu um fim temporário a sua carreira acadêmica. <br /> <br /> Depois da guerra, ele adiou seu retorno à universidade por algum tempo, voltando suas atenções para o jornalismo - ele escreveria cerca de 4 mil artigos editoriais para Le Figaro e outros jornais no decorrer das décadas do pós-guerra -, mas em 1954 foi nomeado para a cátedra na Sorbonne (embora em sociologia) para a qual havia muito tempo ele parecia destinado. Desde então, até sua eleição tardia para uma cátedra no Collège de France, em 1971, o progresso de Aron foi sempre bloqueado por uma aliança de facto de adversários de esquerda e de direita, mas foi mesmo assim eleito membro da Académie de Sciences Morales et Politiques em 1963, e lecionou em um seminário regular na École des Hautes Érudes em Sciences Sociales. Quando de sua morte, era amplamente respeitado, nas palavras de François Furet, "não apenas um grande professor, mas o maior professor na universidade francesa."

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    Raymond-Claude-Ferdinand Aron