La aventura de Miguel Littín clandestino en Chile -

    Gabriel García Márquez

    Debolsillo
    2014
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: 9871138296
    Espanhol

    A principios de 1985, el director de cine chileno Miguel Littín sobre quien pesaba prohibición absoluta de volver a su tierra entró clandestinamente en Chile. Durante seis semanas filmó más de siete mil metros de película sobre la realidad de su país después de doce años de dictadura militar. Para ello afrontó situaciones de extremo riesgo y tuvo que servirse de disfraces y tretas para mantenerse de incógnito. El resultado de su peripecia fue una película de cuatro horas para la televisión y de dos horas para el cine. Con el testimonio directo del protagonista, el premio Nobel colombiano escribió este libro en el más puro estilo del reportaje periodístico.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (4)Ver mais
    Tiago Vinhoza picture
    Tiago Vinhoza13/11/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um livro que poderia ser um filme

    Um livro que relata uma história real. Em 1985, o cineasta chileno Miguel Littín. exilado pela ditadura chilena desde 1973 e parte de uma lista de pessoas banidas de entrar no país, viaja de forma clandestina ao Chile para filmar um documentário a respeito da vida no país sob a ditadura do general Augusto Pinochet. Quando regressou a Europa, Littín deu uma longa entrevista a Gabriel García Márquez e este condensou quase 18 horas de conversas ao longo de 1 semana neste pequeno livro de menos de 200 páginas com um relato em primeira pessoa a respeito desta epopéia sob o ponto de vista de Littín. O documentário ficou pronto em 1986 e se chama Acta general de Chile. A leitura flui muito bem. Miguel Littín conta detalhes a respeito da sua transformação em um homem de negócios uruguaio e de como combinou com equipes de filmagens estrangeiras (da Holanda, Itália e França para filmarem em diferentes localidades) do Chile e sob diferentes pretextos oficiais (por exemplo, os italianos foram filmar o Palácio de La Moneda sob o pretexto de estarem produzindo um documentário sobre prédios inspirados na arquitetura italiana). Como também é preciso passar por uma grande rede clandestina de contactos, o relato tem uma 'vibe' de novela de espionagem e há vários momentos onde dá para sentir o temor de todos serem desmascarados e presos. Littín dá um panorama de como era o Chile em 1985. Fica claríssima a sua desaprovação dos rumos tomados pelo país durante a gestão Pinochet, principalmente no que diz respeito a economia. O cineasta visitou a cidade de Concepcíon, um dos berços do movimento de esquerda que levou Salvador Allende ao poder em 1970 e também visitou mineiros de carvão na pequena cidade de Lota, que fazem quase que um culto a personalidade do ex-presidente. Ao longo da narrativa, há várias recordações pessoais de Littín como, por exemplo, o próprio dia 11 de Setembro de 1973 e de como escapou de ser capturado (e possivelmente morto) neste dia. Também temos relatos de eventos importantes na ditadura como o caso dos degolados e o caso de Sebastián Acevedo que se incendiou em frente a catedral de Concepcíon em protesto contra a tortura dos seus filhos. Há pequenos momentos bem humorados como a tentativa de Littín fazer a barba que quase o entrega como um chileno de uma geração mais antiga ao usar 'rasurar' no lugar de 'afeitar' ao pedir para fazer a barba. Há momentos de grande apreensão, especialmente quando um policial/carabinero aborda Littín ou as equipes de filmagens. É uma leitura rápida e tem um nível de ação que até daria para fazer um "filme a respeito da história da produção do filme".

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 33
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas55%
    • 3 estrelas9%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%