Frankenstein (Livros de Bolso – Série Grandes Obras #580) -

    Mary Shelley

    Publicações Europa-América
    1995
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 9721038970
    Português

    FRANKENSTEIN (1818) '-' «Nada é mais penoso ao espírito humano, depois dos sentimentos se consumirem numa sucessão de acontecimentos, do que a calma morta da inacção e da certeza que se seguem e privam a alma da esperança e do medo. Justine morrera, descansava; eu estava vivo. O sangue corria livremente nas minhas veias, mas oprimia-me o coração um peso de desespero e remorso que nada podia aliviar. O sono fugira dos meus olhos e eu vagueava como uma alma penada, com um espírito mau, pois cometera actos horrorosos e indescritíveis e mais, muto mais estava para vir.» ==== https://showlivros.wordpress.com/coleccoes/literatura/bolso-europa-america/ [Sobre o Autor]: Mary Shelley era filha de Mary Wollstonecraft, considerada uma das primeiras feministas e que, infelizmente, morreu dez dias após o nascimento da filha. Ela ficou conhecida pela publicação das obras "A Reivindicação dos Direitos da Mulher (1792)" e "Os Erros da Mulher". O pai de Mary Shelley, William Godwin, era jornalista, escritor e teórico anarquista, considerado o precursor da filosofia libertária. Publicou a obra "Uma Investigação Concernente à Justiça Política" (1793) que o tornou famoso e mais algumas obras dentre as quais destacamos "As Coisas Como São" e "As Aventuras de Caleb Williams" (1794). Como boa filha de seus pais, Mary publicou seu primeiro poema aos dez anos de idade e aos dezesseis, ousadamente, fugiu de casa para viver com Percy Bysshe Shelley, apenas cinco anos mais velho, mas já bastante famoso poeta romântico que se casara há apenas cinco anos antes com Harriet Westbrook com quem tivera dois filhos. Após o suicídio de Harriet, Mary e Percy se casaram, em 1816 e Mary adotou o sobrenome de seu marido passando a se chamar de Mary Wollstonecraft Shelley. A fuga de ambos os levou a se encontrar com Lord Byron em Genebra, na Suíça, com quem manteriam bastante contato e que teria sido o responsável por instigar Mary a escrever sua obra mais famosa. Segundo a história, Mary e Percy Shelley, Claire Clairmont e Lord Byron estavam em mais uma de suas reuniões quando Byron propôs a Mary que escrevesse a mais terrível história que pudesse. Encorajada por Percy, um ano depois Mary publicaria sua obra intitulada "Frankenstein, ou Moderno Prometeus" (título completo) com um prefácio, não assinado, dele mesmo e que lograria enorme sucesso. Mas, ao contrário do que muitos podem afirmar, e do que se tornaram os filmes que, mais tarde, tentariam reproduzir a belíssima história de Mary Shelley, Frankenstein não é uma história de terror: "Frankenstein" fala da história de um cientista (Victor Frankenstein) que obcecado por tentar recriar a vida, fica horrorizado ao ver que cometera um erro. Em uma certa parte do livro ele chega a refletir sobre sua responsabilidade sobre o que fizera e à criatura a quem dera a vida, e o quão errada é a busca cega (sem reflexão e ponderação) pelo conhecimento. Em 1822, Mary perderia o seu amado Shelley (que morreu afogado na baía de Spezia, próximo a Livorno - Itália); Ela, então, volta para a Inglaterra e dedica-se a publicar as obras de seu marido, sem contudo deixar de escrever. Algumas obras de Mary Shelley foram "Faulkner" (1937), "Mathilde" (publicada em 1959), "Lodore" (1835), "Valperga" (1823) e "O Último Homem" (1826), considerada pela crítica como sua melhor obra e que teve grande influência sobre a ficção científica. Em "O Último Homem" Mary Shelley conta a história do fim da civilização humana e sua destruição por uma praga.

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    Andy gritti25/02/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Minha opinião sobre o livro

    É um livro que foi escrito a bastante tempo e por isso tem uma escrita mais complicada, confesso que não é minha obra favorita pois achei a leitura um pouco cansativa, no entanto é um livro que te coloca no lugar dos personagens te fazendo sentir suas raivas, dores e indignações, devo comentar também que a história é cheia de reviravoltas, ler este livro certamente é uma experiência única sendo ela boa ou não. De toda forma é um clássico.

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